domingo, 27 de março de 2011

MINHA CADELA.


Vem minha cadela!

Vem para junto do teu dono!

Vem minha cadela!

Cadela de raça,cadela feroz,cadela guerreira!

Vem minha cadela!

Foste atacada,foste massacrada,foste humilhada!

Vem minha cadela!

Te arrasta pelo chão,deixa que teu sangue manche a terra,vem cambaleante,ferimentos a mostra!

Vem minha cadela!

Cada ferida se transforma em cicatriz e são as cicatrizes que diferenciam as mais valentes guerreiras!

Vem minha cadela!

Cadela fiel,cadela de fibra,cadela de honra!

Te sacrificastes por amor ao teu dono!

Agora,vem,para que o teu dono cuide de tí!

Vem,ven,minha linda,feroz e honrada cadela!

Cadela amada,cadela leal,cadela protetora!

Minha linda cadela Leonora!

domingo, 6 de março de 2011

SADO HEAVY 2 - A remissão.


Eu olhei pelo amplo vidro da janela e pude ver mais uma limosine encostando em frente a mansão.

Um dos seguranças correu para abrir a porta de tráz enquanto os outros trocavam informações via rádio.

Era mais um casal de políticos chegando a recepção do senador.

Lá dentro,no salão de festas,pessoas da alta sociedade brasiliense se confraternizavam em um banho de hipocrisía e rasgação de seda.

Políticos,empresários,socialites e todo tipo de parasitas que pudessem tirar algum proveito da ocasião.

Meu "marido",o senador Abragildo Levva,estava em uma roda no canto do salão,reunido com alguns deputados federais.

-"Vocês querem me ferrar!- dizia o senador- Caralho!Quantas vêzes eu já disse para terem cuidado??

- Mas nós estamos tento senador!- argumentou um deputado-É que a federal esta em cima!

- Por isso estamos perguntando se o senhor não conhece ninguém na federal para aliviar!

-Tá de brincadeira?Os federais estão em cima de tudo que é político suspeito de corrupção!

- E tem mais,vocês são um bando de incompetentes!Onde já se viu ??

- A imprensa mostrando no telejornal aquele bando de meninas desnutridas se prostituindo nas ruas de Fortaleza!

- Bom senador,a responsabilidade das crianças é por conta do nobre coléga pastor ai!

- Torquério,você não alimenta aquelas meninas?-perguntou o senador para o outro deputado -

- Veja nóbre sénador,eu mando dinheiro para o meu "asséssor" comprar pão e arroz para dar a elas...

- Pão e arroz??Você matém aquelas meninas só com pão e arroz??

- Mas tenha a santa paciência deputado Torquério!Assim elas ficam doentes mesmo!São crianças!

-Mas eu já disse também ao meu "asséssor",que quando uma delas cair doente,que ele faça como se faz com um cão!Coloque no carro,leve para uma cidade bem longe e largue lá para que não venha atráz!

- Absurdo...

- Nóbre senador,essas meninas são um "invéstimento" para mim!Eu tenho é que ganhar dinheiro com elas e não gastar!

- Vou repetir - disse o senador -Se estourar alguma coisa eu não vou aliviar para ninguém!!

-Tem mais uma coisa senador- continuou o primeiro deputado- O caso dos europeus,eles estão oferecendo três mil Euros por cabeça agora!

- Mas tem que ser mulata e nada menos que um metro e setenta!

- Ta,e vocês querem o que?

-A federal ta em cima também,senador...

- Olha,eu não estou gostando desse negócio,pois estou me arriscando muito e ganhando pouco!Eu quero mais...

- Mas,senador,o senhor já leva 30%...

- Não quero saber,35% ou não arrumo mais nada para vocês!

- Vocês pensam o que?Sabe quanto um juiz pede para liberar a coisa?

Nisso eu me aproximei do grupo.Queria ser uma boa anfitriã.

- Com licença...- disse-

- O que você quer Marília?- perguntou ríspido o senador -

- Só quero saber se esta tudo bem e se precisam de algo...

- Sim Marília,eu preciso sim!Preciso que você vá embora!Suma daqui!

Fiquei desconcertada e envergonhada.

- Me desculpem...com licença...

- Não sei por que eu aguento essa merda...- comentou o senador com os outros -

Sai de lá contrariada.

No salão havia alguém que acompanhava tudo de longe.

Dentro da minha arrogância e superioridade,procurei por alguém em que pudesse descarregar a minha ira!

Uma garçonete se aproximava trazendo uma bandeija com taças de champagne.

Propositalmente eu bati a mão na bandeija,fazendo com que as taças se espalhasem pelo chão.

O barulho do cristal se quebrando chamou a atenção de todos.

- Olha o que você fez sua idiota!- berrei para a pobre coitada -

- Perdão senhora,eu não sei como aconteceu...

- Não sabe como aconteceu?Sua inútil!Nasceu mesmo para ser nada!!

Enquanto eu berrava a garçonete se abaixou,recolhendo os cacos de cristal e colocando-os dentro da bandeija.

Foi pior a minha atitude do que o acidente em si.

Pequenos comentários começaram a correr pelo salão.

Eu comecei a beber!Bebi desmedidamente a noite toda.

Alguém ao longe assistia a tudo...

Por volta de três da madrugada os convidados começaram a ir embora.

Eu sai,peguei o meu carro e fui para a estrada.

Um segundo carro saiu da mansão seguindo o meu de longe.

Comecei a correr de forma sinuóza.Eu queria me matar!

Na W3 Sul passei por uma viatura de polícia que iniciou uma perseguição.

Proximo ao setor hoteleiro eu perdi o controle e subi no gramado.

Minha covardia unida a minha incompetência me fizeram pisar algumas vêzes no frêio,e terminei por colidir levemente com uma árvore.

A viatura de polícia parou logo atráz de mim.

O carro que me seguia também começava a subir no gramado e parar.

Um dos policiáis já me mandava descer do carro.

- Você pensa que esta falando com quem??Sabe quem eu sou??Eu sou esposa do senador!!- berrava eu para o policial -

- A senhora esta embreagada,saia do carro,por favor!-insistia o policial-

- Quem é você para me dar ordens?Você não é nada!!Você não é ninguém!!

- Você não manda em mim!Eu sou esposa do senador e você é um nada!!

-Nada!!

A porta do outro carro se abre,e um homem alto e magro trajando social esporte salta.

Ele se aproxima da cena,onde o segundo policial da ordem para que pare.

- Auto!Fique ai!

- Calma policial...eu conheço essa mulher...- disse o homem -

O policial que estava comigo olhou para tráz e pareceu reconhecer quem falava.

Ele chamou a atenção do outro polícia dizendo:

- Tudo bem Cleber,pode deixar passar.

O outro homem se aproximou de nós.

- Boa noite cabo.- disse ele estendendo a mão para o policial -

- Boa noite"Dom" Ulisses.-respondeu o policial -

- Cabo,por favor,eu estou me responsabilizando por essa pessoa.

- Senhor Ulisses,ela estava dirigindo embreagada,de forma perigosa e desacatou a minha autoridade!

- Eu tenho que a autuar e levar para o distrito...

- Eu compreendo cabo,mas veja,essa mulher realmente esta precisando de ajuda,e eu quero me responsabilizar por ela...por favor...

O policial olhou para o lado e suspirou.

- Vou fazer isso por que é o senhor quem esta pedindo "Dom" Ulisses!

- Obrigado cabo,"honra"!- disse Ulisses estendendo a mão novamente para o policial -

- Honra!- respondeu o polical apertando a mão de Ulisses -

- Vamos Marília - disse Ulisses me amparando -

- Vamos aonde Ulisses?- perguntei -

- Vou leva-la para a minha casa.

- Você vai fazer amor comigo Ulisses?Vai?Por que o meu marido,o senador,ele não faz amor comigo,sabia?

- Eu não quero saber das suas intimidades Marília,vamos...

Voltamos para o lago sul e fomos para a casa de Ulisses.

Ulisses era um empresário.Eu não tenho certeza com o que ele trabalhava,mas ele era rico.

Ele era diferente das outras pessoas que estavam na festa do senador.

Dos convidados que ali estavam,90% queriam tirar algum tipo de proveito.

Os 10% restantes,estavam ali para se proteger.Era a parcela honesta dos convidados!E Ulisses fazia parte dessa parcela de pessoas honestas,que tinham que andar entre porcos para não se sujar!

Chagamos a casa de Ulisses.Entramos e fomos direto para o seu escritorio.

Ele me ajudou a sentar no sofá,foi ate sua mesa e apertou um botão verde que havia sobre o tampo.

Passados alguns minutos,três mulheres entraram na sala.

Vestiam-se de forma semelhante;casaco e saia azul marinho,meia calça escura,sapato de salto baixo,cabelo preso em cóke.

- Silvana- disse Ulisses para uma delas -Por favor,pegue essa chave,vá ate esse endereço e traga para mim o carro que esta sobre o gramado!

- Sim,senhor Ulisses,com licença.- Disse a mulher recebendo as chaves do meu carro e saindo -

- Thinta e Rachel,providenciem um café forte,por favor.

As duas responderam em silêncio com uma pequena reverência com a cabeça e sairam.

Eu escorreguei o corpo e fiquei meio deitada no sofá tendo as pernas para fora.

Ulisses puxou uma poltrona e sentou-se ao meu lado.

Eram quase cinco da manhã,eu estava sentada no sofá,segurando o que seria a terceira xícara de café forte.

Eu estava olhando para frente,tentando entender a minha vida.

- Esta se sentindo melhor?- perguntou Ulisses-

- Sim...obrigada...

- Você bebeu demais.

- Eu sei...e você não se aproveitou de minha bebedeira...

- Se eu fosse um dos parasitas que rodeiam o seu marido,quem sabe,ate aproveitaria,mas eu não sou.

- Antes tivesse aproveitado...- retruquei -

Ulisses segurou em minha mão.

- Eu gosto de você Marília...gosto mesmo!Por que não vem viver comigo?

- Me deixe cuidar de você!- ele disse isso e passou a mão carinhosamente no meu rosto-

- Você não pode me dar o que o senador me da Ulisses!

- Eu tenho dinheiro,tenho prestígio,tenho um cartão de crédito do senado sem limite de gastos,uma bela mansão,sou convidada para os maiores eventos sociáis do pais...

- Você não tem nada Marília!- interrompeu Ulisses -

- Você chama isso de nada?E o que você pode me dar Ulisses?Me diga!

- Eu posso lhe dar algo que o senador não pode!

Eu ri alto,com desdém.

- O senador pode me dar tudo Ulisses,que absurdo...

- Ele não pode te dar amor,ele não pode te dar carinho,ele não pode te dar uma vida digna!

- Amor,carinho e dignidade não impõe respeito Ulisses!- disse eu-

- Pois eu repito;gosto de você e quero cuidar de você.

Amanheceu.

Eu não levei muito em conta a conversa que havia tido com Ulisses.

- Tem certeza de que esta bem para dirigir?- perguntou ele-

-Não se preocupe!- respondi -Eu não vou tentar me matar novamente!

- Irei a forra gastando dinheiro público,vou ao shopyng fazer compras com o cartão do senado!- disse sorrindo -

Eu não tinha carater,não tinha medidas,não tinha respeito.

Era uma mulher fútil,consumidora compulsiva!

Os meus disparates eram tamanhos que certa vez fiz compras,gastei uma fortuna em roupas e calçados de grife,mandei o motorista parar proximo a um ponto de ônibus e joguei tudo na calçada!

Eu queria me sentir poderosa,sem limites!

Eu era a esposa do senador!

Enquanto caminhava pelo shopyng comecei a pensar no senador.

Abragildo não era um homem ruim!

Nosso casamento era de aparências,mas,se eu tenta-se,com certeza eu conseguiria me aproximar dele!

Eu tinha que usar os meus atributos femininos,a minha sensualidade!

Tomei a decisão!

Chegando em casa eu iria falar com ele!

Voltei para casa.Todos os carros estavam na garage.

Abragildo não havia ido para a sessão do senado!

Entrei carregando sacolas,me deparei com Pedro,o mordomo.

- Onde esta o senador?- perguntei -

- Senador Abragildo se recolheu aos aposentos senhora,e deixou ordens para não ser incomodado!

- Tenho que falar com ele!-disse,começando a subir as escadas-

- Senhora,ele deixou ordens expressas de que não quer ser incomodado!

Não dei ouvidos ao mordomo e subi,seguida por ele.

Entrei no corredor e fui ate a porta do quarto de Abragildo,abri a porta chamando pelo nome dele.

Parei de súbito diante de uma cena nojenta!

Abragildo estava deitado na cama em companhia de dois pseudo modelos que o acompanhavam em todos os lugares.

Ele estava deitado de lado no meio dos dois,beijava um na boca e acariciava o seu pênis,enquanto o outro o penetrava por tráz!

Mesmo com o berro dele eu não consegui me mover!

- Mas que merda é essa??Saia daqui Marília!!Agora!!

Os rapazes que estavam com ele não se importaram muito com a situação,apenas deitaram de costas tentando disfarçar.

Pedro o mordomo entrou,olhando para o chão.Ele pegou delicadamente no meu braço,me levando embora dalí.

Eu estava em estado de choque,não conseguia falar,não conseguia pensar.

Enquanto andavamos pelo corredor em direção a escada,eu comecei a observar as obras de arte e os quadros dependurados na parede.

Os lustres,a tapeçaría,tudo parecia tão sujo,tão nojento,tão sem valor!

- Eu sinto muito senhora!- disse Pedro ao pé da escada -

Eu não disse nada,apenas desci,fui para o meu carro e entrei.

Eu me sentei e encostei a cabeça no volante,começando a chorar.

Mais uma vez eu tive vontade de morrer!Mas nesse momento me veio a imagem de Ulisses a cabeça,dei a partida e sai.

Cheguei na casa de Ulisses.

Entrei e fui ate o escritorio dele,onde uma de suas secretárias me anunciou.

Ulisses me recebeu com um sorriso.

- O que houve Marília?- perguntou -

- Sera que você pode me abraçar,por favor?- pedi,com lágrimas nos olhos -

Em toda a minha vida eu nunca havia recebido um abraço como aquele!

Ulisses me abraçou com amor,com carinho,com acolhimento.

Ele acariciava e beijava o meu cabelo.

- O que houve?Me diz...

Eu olhei para ele,as lágrimas escorriam no meu rosto.

- Quer mesmo cuidar de mim?Promete?

- Ter você para mim é o que mais quero Marília!-disse ele me olhando nos olhos -

- Cuida de mim,por favor...

- Cuidarei sim,mas para isso,você terá que sair desse mundo nojento onde vive!

Eu vou lhe apresentar um mundo novo,vou lhe dar uma vida nova!

Ele foi ate a mesa e apertou o botão verde.

As três mulheres entraram na sala.

- Thinta,Silvana,Rachel,essa é Marília.Quero que a levem e a coloquem para descansar!

Ela precisa relaxar e pensar um pouco na vida,levem-na e cuidem dela,por favor.

Sem dizer uma palavra elas apenas fizeram uma reverência com a cabeça.

Thinta estendeu o braço em direção a porta,como que me conduzindo.

Fiz menção de pegar a minha bolsa sobre a mesa,quando Ulisses falou:

- Não precisa levar a bolsa!Para onde vai você não precisara dela!

Eu não entendi,mas mesmo assim acompanhei as três mulheres.

Saimos do escritorio,passamos por um corredor comprido.

A casa de Ulisses era ricamente decorada em estilo medieval.

Descansar?Relaxar?Pensar na vida?

Estariam me levando para onde?Algum tipo de spa?

Chegamos diante de uma grande porta de carvalho entalhada com rebites.

Ao entrarmos,deparei com algo totalmente difente do que pensava!

Haviam grilhões nas paredes,correntes com roldanas no teto,madeiros em forma de cruz e de "X",jaulas.

Em uma bancada havia uma infinidade de instrumentos , cordas,correntes,chicotes,palmatórias.

Mais adiante haviam três buracos no chão.

Um grande de 1,50mX1,20m,um médio de 1,20mX1,00m e um menor de 1,20mX0,80cm.Todos eles fechados por uma grade de metal.

- Mas...o que é isso?- perguntei assustada -

- Tire a sua roupa!- ordenou Thinta -

- O que?

- Tire a sua roupa!- repetio ela tranquilamente -

- Eu não vou tirar a minha roupa!!Que absurdo!!

- Tire a sua roupa!- insistiu ela,sem mudar o tom de vóz -

- Isso é loucura!Eu vou embora daqui!- disse me virando -

Nesse momento,as três me agarraram.

Silvana segurou meus braços com força,enquanto Thinta e Rachel começavam a rasgar minhas roupas.

-Mas o que é isso??Não !!Me larguem!!Socorro!!Ulisses!!!Socorro!!

Eu gritava,mas de nada adiantava.

Elas não eram maiores do que eu,mas eram fortes,e tinham conhecimento no que estavam fazendo!

Eu me debatia,tentava me soltar,mas Silvana me mantinha presa.

Rachel trouxe um cinto de couro largo com argolas,que elas colocaram ao redor da minha cintura.

Meus braços e pulsos foram presos para tráz com mais alguns cintos.

Thinta enfiou algo na minha boca,colocando em seguida uma mordaça de couro.

Elas prenderam os meus pés e minhas pernas.

Colocaram uma coleira no meu pescoço e passaram uma corda pela argola de metal que havia nela.

Uma corrente foi presa no cinto que prendia as minhas mãos,e Thinta a puxou na roldana do teto,fazendo os braços ficarem para cima.

A corda do meu pescoço foi passada em uma argola no chão,e Rachel a puxou me obrigando a ficar curvada para frente.

Uma terceira corrente que vinha do teto foi passada em uma argola na

minha cintura,e Silvana a puxou,fazendo com que o peso do meu corpo ficasse todo sobre o cinto largo.

Eu não entendia o por que estavam fazendo aquilo comigo!

Mas elas iriam pagar caro!Eu era a esposa do senador!

Elas terminaram de me prender e sairam da sala.

Eu me contorcia tentando me soltar,mas cada vez que me mexia ficava mais desconfortável!

Comecei a chorar.

Fiquei horas ali naquela posição!

Como que um protesto eu urinei!

Não sei quanto tempo se passou,eu ouvi passos vindos do corredor.

Achei que fosse Ulisses,mas quando a porta se abrio vi que era Thinta.

Eu gemi e me contorci,mas ela não me deu atenção.

Ao contrario disso,ela foi ate a bancada e pegou algo como que uma pá de madeira,algo parecido com um pequeno remo,e se posicionou atráz de mim.

Thinta deu a primeira pancada!

Ela começou a surrar as minhas nádegas e minhas coxas com aquela pá!

Ela dava golpes firmes e certeiros!

Eu gemia e chorava de dor enquanto me contorcia toda.

Por que ela estava fazendo aquilo?Por que eu estava passando por aquilo?

Mas,quando eu sai-se de lá,iria ter a minha vingança!

Ulisses iria me pagar caro por aquilo!Ah,se iria!!

Não suportei a dor da surra e desfaleci.

Quando voltei a mim ainda estava lá.

Passado mais algum tempo a porta voltou a se abrir e as três entraram na sala.

Elas me soltaram e me amparando me levaram ate outro cômodo.

- O que estão fazendo comigo?Não sabem quem eu sou?

- Eu sou esposa do senador...vocês vão se ferrar com isso!

- Eu vou foder todas vocês!

Elas não diziam nada.

- Eu exijo que me soltem!Eu sou esposa do senador!

Entramos em uma sala onde havia uma mesa e uma banheira.

- Banhe-se,vista-se e coma!- ordenou Thinta-

Sobre a mesa havia uma bandeija com uma tampa de prata.

- Eu não vou fazer nada disso!Eu quero que me soltem e agora!!!

- Banhe-se,vista-se e coma!- repetio Thinta -

- Não!Eu não vou fazer isso!

- Banhe-se,vista-se e coma!-insistiu ela com o tom calmo -

- Não vou fazer!- disse,dando um tapa na bandeija e jogando-a no chão-

Imediatamente as três me dominaram me levando de volta a sala de castigo.

Eu gritava,me debatia,mas elas eram fortes!Sabiam muito bem onde me segurar!

Dessa vez elas me amarraram com cordas,enfiaram uma bola de borracha em minha boca,me deitaram de bruços,uniram meus pés ás minhas mãos nas costas,e com uma amarração intrincada me suspenderam no ar!

Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo!

Mais uma vez eu fiquei horas ali pendurada!

Meu corpo doia!As cordas machucavam,a mordaça de bola feria a minha boca!

Eu chorava!Chorava de ódio,chorava de dor!

Silvana entrou na sala,pegou uma chibata e surrou o meu corpo e minhas pernas!

Não satisfeita ela colocou prendedores de metal nos meus mâmilos,prendedores esses que além de apertarem meus mâmilos os puxavam para baixo,pois tinham pequenos pesos nas pontas!

Loucura!Pesadelo!Martírio!

Passei a noite toda pendurada alí!

Amanheceu,as três entraram na sala e me soltaram.

Me levaram novamente para a sala ao lado.

Havia uma nova bandeija sobre a mesa.

- Banhe-se,vista-se e coma!- disse Thinta de novo -

- Olhem,por favor,eu...eu tenho dinheiro...eu tenho muito dinheiro!

- Eu posso lhes dar muito dinheiro se me deixarem ir embora,eu prometo não contar nada a ninguém...eu sou esposa do senador...

- Banhe-se,vista-se e coma!- repetio ela novamente -

Percebi que após a terceira vez que ela dava a ordem eu era castigada!

Resolvi obedecer,tomei um banho,vesti um vestido simples de algodão e tomei o café da manhã que estava na bandeija.

Quando terminei elas me levaram para uma outra ala da casa.

Thinta me entregou um balde com escovão e um pano.

- Limpe o banheiro!

- O que?

- Limpe o banheiro!- repetio ela-

- Não...eu nunca fiz isso antes!Não...eu me recuso!

- Limpe o banheiro!- repetio-

-Não!Isso já é humilhação demais!!

Mais uma vez me arrastaram para a sala de castigo!

Durante o trajeto gritei por socorro,mas foi em vão!

Elas arrancaram o vestido de algodão,amarraram minhas mãos para tráz,amarraram meus pés,colocaram a mordaça de couro.

Me arrastaram ate um dos buracos no chão.

Rachel abrio o buraco médio.Elas me deitaram dentro dele e fecharam a grade.

Fiquei alí,encolhida,deitada no cimento frio!

Quando anoiteceu ,Thinta entrou trazendo um balde dágua e o derramou sobre mim!

Agora ainda por cima eu iria passar a madrugada deitada no molhado!

Eu tremia de frio e chorava!

Por que aquilo?O que havia feito para Ulisses?

Ele dizia que gostava de mim??Dizia que iria cuidar de mim??

Amanheceu.Elas vieram e me soltaram.

Fui levada novamente ate a sala do banho.

- Banhe-se,vista-se e coma!-disse Thinta-

Obedeci.

Me levaram novamente ate o outro lado da casa.

- Lave o banheiro!-ordenou Thinta-

Recebi os materiáis de suas mãos e da melhor maneira que pude,lavei o banheiro.

Fiz mais alguns serviços durante o dia.

Elas me deram um almoço.Eu procurava uma forma de fugir de lá,mas não encontrava!

A noite,Thinta repetio:

- Banhe-se,vista-se e coma!

Obedeci.

Após comer,Silvana me conduzio ate o quarto de castigos,abrio a jaula,me colocou lá dentro e fechou a porta!

Eu iria dormir como um animal!

A minha estupidês era tamanha que eu não percebia o que realmente estava acontecendo!

No dia seguinte fui tirada da jaula,tomei meu café da manhã,e fui levada para afazêres na casa.

Enquanto trabalhava pensei em uma forma de conseguir o que queria!

Iria iniciar uma greve de fome!

No almoço,Thinta ordenou que eu comece,eu me neguei!

Como de costume,após a terceira ordem,me levaram para a sala do castigo.

Amarraram minhas mãos ás costas,colocaram um tipo de cinto com uma barra de ferro em meus joelhos que os mantinha afastados.

Dessa barra de ferro saia uma corda que se prendia em minhas mãos,me obrigando a ficar de joelhos.

Colocaram uma coleira em meu pescoço e nela prenderam uma corrente cuja outra extremidade fora presa em uma argola no chão.

Fiquei alí,presa,de joelhos,mas sem mordaça dessa vez!

Passei a tarde e a noite alí!

Defequei e urinei alí mesmo,não tinha como!

Dormi encostada na parede.

Amanheceu.

Passou-se a manhã,a hora do almoço,e nada!Nenhum sinal delas!

Senti fome,senti sede!

Quando começou a anoitecer a porta se abrio.Era Thinta.

Ela entrou trazendo duas vazilhas,semelhantes as usadas para cães.

Ela as colocou no chão,longe de mim.

Uma continha água,outra,pedaços grandes de carne cozida!

Thinta as colocou alí ,deu meia volta e saiu fechando a porta.

O cheiro da carne atiçou minha fome!

Eu andei de joelhos ate as vazilhas!Com esforço eu me curvei para frente e consegui pegar pedaços de carne com a boca!

Comi,comi ate matar a minha fome!

Depois me curvei novamente e semelhante a uma cadela,bebi água lambendo,para matar a minha sede!

Amanheceu,fui solta,tomei o meu café.

Durante o dia enquanto trabalhava na cozinha,Thinta se aproximou de mim.

Ela amarrou as minhas mãos para tráz e me colocou uma mordaça de bola.

- Venha!- ordenou-

Cruzamos o salão grande em direção ao escritorio de Ulisses.

Finalmente,ao final de quatro dias eu iria vê-lo!

Entramos no escritorio,Ulisses estava de pé no meio da sala.

Eu gemi pedindo para que tirassem a mordaça,mas de nada adiantou.

- Quero que veja uma coisa!- disse ele-

Ulisses pegou a minha bolsa,tirou meu celular de dentro dela,acoplou-o em um viva vóz,procurou um número,fez a ligação e esperou.

Eu ouvi o som da chamada saindo das caixas arcústicas da sala.

Quando atenderam do outro lado,ele passou o aparelho para Rachel.

- Alô??

Eu reconheci a vóz de Abragildo que atendia!

- Alô querido,sou eu!-disse Rachel-

- O que você quer Marília??

- Eu estou ligando para avisar que estou em São Paulo,fazendo uns exâmes médicos...

- E o que eu tenho haver com isso Marília??

-É que...o médico encontrou um tumor no meu seio,e ele acha que é maligno...creio que vou ter que ficar mais algum tempo aqui...

- Fôda-se você Marília!!Espero que seja um câncer e que te corrôa inteira!!

- Já disse para não ficar me ligando!!

Abragildo gritou isso e desligou.

Eu comecei a chorar.

- Ele nem sabe se é você mesma que esta no telefone!- disse Ulisses-

- Podem levar!- ordenou ele -

Voltamos para os afazêres da casa,e eu estava me sentindo um lixo!

Antes de assumir a minha nova condição eu precisei de mais uma lição!

Certo dia,após o café da manhã,Thinta me levou ate uma sala .

Lá havia uma grande mesa e sobre ela,um jogo de talheres.

- Depois de amanhã haverá uma recepção aqui e Dom Ulisses quer os talheres todos polidos.- disse ela me entregando um pano e um frasco-

Pela última vez eu iria usar de minha idiotice,e aquilo iria me custar caro!

- Não!Eu me nego!Eu não vou fazer isso!Eu sou esposa do senador e não vou aceitar ordens de uma empregadinha desqualificada!Chega!

- Estou farta!!E nada do que fizerem ira mudar a minha decisão!!

Não houve terceira ordem!

Thinta saiu da sala,e quando voltou,voltou com Silvana e Rachel.

Fui levada para a sala de castigo,despida,amarrada.

Dessa vez elas colocaram em mim uma mordaça que continha uma argola,obrigando minha boca a ficar aberta.

Elas me levaram ate os buracos no chão.

Amarraram meus pés,Rachel abrio o buraco menor.

Elas me deitaram de costas nele!

O buraco era apertado,meus braços rasparam nas paredes lateráis.

Thinta dobrou meus joelhos ate eles encostarem em meus seios,e Silvana fechou a grade.

Eu fiquei alí,espremida dentro do buraco,sem conseguir respirar direito!

Ouvi passos.Ulisses se aproximou do buraco e se abaixou ao meu lado.

- Parece que você não entendeu nada,mesmo depois daquela ligação!

- Você não é nada Marília!Você não é ninguém!

- Você não tem nada,você não representa nada!

- E estas mulheres - disse ele apontando para as três-não são"empregadinhas"!

- Elas são minhas escravas,e são mulheres honradas,mais honradas que qualquer outra mulher da alta sociedade!

E você Marília,é tão baixa,tão despresível,que para elas você só serve para uma coisa:para banheiro!!

- Thinta!

Quando Ulisses disse isso,Thinta suspendeu um pouco a saia,fez um rebolado e abaixou a calcinha e a meia.

Em seguida ela ficou de cócoras sobre o buraco!

Eu podia ver a vagina e o ânus dela!Eu não podia acreditar que aquilo estava acontecendo!

De repente,o jato quente de urina espirrou em meu rosto,se espalhando pela minha boca,penetrando pelas minhas narinaz,atingindo meus olhos!

Eu sacudia a cabeça frenéticamente de uma lado para o outro!

Prendi a respiração para não engolir a urina dela,e tentava pigarrear para pô-la para fora da boca,mas a mordaça de argola não me permitia pressão para aquilo!

Eu não aguentei segurar o fôlego e respirei,e quando respirei eu engoli a urina dela!

Quando ela terminou,Ulisses se abaixou ao meu lado novamente.

- Das outras vêzes em que você se viu em situações difíceis,você tentou se matar,colocando em risco a vida de outras pessoas!

- Bem,agora você tem duas saidas;pode se matar de uma forma digna sem colocar a vida de ninguém em risco se afogando no prórpio vômito,ou pode tomar a decisão de levar uma vida digna e virar o rosto para o lado para vomitar!

Ulisses disse isso e se levantou,mas ele deu meia volta e se abaixou novamente:

-Ah,só uma coisa,quando eu disse que você só serve de banheiro para elas,eu quis dizer literalmente!

Ulisses se levantou e se foi.

Eu virei o rosto e comecei a vomitar!

E foi assim mesmo!

Durante o resto do dia elas vieram,urinaram e defecaram no meu rosto!

Eu não tinha mais o que vomitar senão uma bílis amarga!

Eu não era mais nada,eu não sentia mais nada!

Na manhã seguinte elas me tiraram do buraco.

Me deram banho,Thinta lavou meus olhos com água boricada e minhas narinaz com soro.

Ela me levou ate o banheiro e me entregou um copo com um liquido azul.

- Isso é um antisséptico,você deve fazer um gargarejo e depois engolí-lo!

- Fique proxima a pia,pois irá vomitá-lo!

Vomitar?Eu não aguentava mais vomitar!

Mas obedeci!

Assim que enchi minha boca com o liquido,senti uma queimação horrivel!Parecia que todos os meus dentes iriam soltar da gengíva!

Fiz o bochecho e o gargarejo e em seguida o engoli!

A queimação na traquéia foi horrivel!Eu me debrucei sobre a pia para me conter!

Houve uma revolução no meu estômago e eu vomitei tudo junto com a bílis!

Eu não consegui comer nada naquele dia!

Thinta me levou novamente para a sala,me entregou o pano e o frasco e repetio:

- Amanhã haverá aqui uma recepção e Dom Ulisses quer os talheres todos polidos!

Recebi o material das mãos dela,e comecei a polir os talheres.

Eram talheres de prata,grandes,pesados,com os cabos ricamente decorados.

Eu poli cada um deles,limpei cada garfo,cada faca,cada colher,como se estivesse limpando a minha vida!

No dia da recepção trabalhamos todas na cozinha,fazendo os preparativos.

Quando chegou a noite,Thinta me levou ate a sala de banho.

- Banhe-se e vista-se!

Eu me banhei,e quando fui me vestir,encontrei uma roupa de latex vermelho.

Eram meias 7/8 de latex,calcinha,vestido curto e botas de salto alto.

Eu as vesti.

Depois vieram Thinta e Rachel.Elas prenderam meus pulsos e meus braços para tráz e me colocaram uma máscara que continha apenas dois orifícios,um para o olho direito,outro para o nariz.

Rachel ageitou meu cabelo e fechou o zeeper da máscara,apertando a minha boca e me amordaçando.

Em seguida trouxeram um taboleiro com correias e o colocaram sob os meus seios,prendendo as correias ás minhas costas.

Elas colocaram taças de champagne no tabuleiro e Thinta me passou orientações.

- Ande com calma e devagar,vá para o salão,transite entre os convidados,espere que eles se sirvam,e volte para cá para pegar mais taças!

- Nunca olhe nos olhos de ninguém!

Obedeci!

Sai pelo salão.Passava pelas pessoas e elas se serviam.

Silvana e Rachel serviam normalmente.

Eu me aproximei de um senhor que já conhecia das festas dadas pelo senador,era um juiz.

Ele pegou a taça mas não a tirou do tabuleiro,continuando a conversar com uma mulher.

Eu tive que ficar alí,parada,esperando a vontade dele!

Nisso,Ulisses se aproximou.

- Ora Ulisses-começou o juiz-Vejo que esta com uma escravinha nova!

- Sim meritíssimo,ela esta sendo lapidada ainda.

- E ela é uma graça!- disse o velho levando a mão ate a minha vagina-

- Quer vendê-la para mim?-perguntou ele-

- Primeiro meretíssimo- disse Ulisses me puxando pelo braço-Minhas escravas não estão a venda e muito menos estão aqui para serem tocadas!

- Escravas sexuais existem para serem vendidas!- disse o velho com um sorriso de escárnio-

-As minhas escravas meretíssimo,não são escravas sexuais,elas são mulheres honradas e tem o direito de ir e vir quando quiserem!

E eu meretíssimo,não sou vendedor de escravas brancas!Isso eu deixo para a corja de parasitas que andam com o senhor!

- Cuidado Ulisses,uma ligação minha e a polícia pode entrar aqui e encontrar um monte de coisas que podem acabar com a sua vida!

- Ah,eu não duvido meretíssimo!E o que os "seus"policiais iriam plantar aqui na minha casa?

- Armas?Drogas?Fotos de crianças?

- E com certeza meretíssimo,eu iria depois entregar para a imprensa,vídeos que eu tenho,onde o senhor aparece em orgías pedófilas!O que o senhor acha?

- Não se atreveria!- disse o velho entre os dentes -

- Quer pagar para ver?-perguntou Ulisses se aproximando do juiz -

Os demais convidados estavam atentos ao desfecho da discussão!

O juiz deu um pequeno sorriso,ergueu sua taça e disse:

- Estamos brincando aqui...vamos fazer um brinde a amizade...

- Agora,sente-se juiz,beba da minha bebida,coma da minha comida,pois ela foi paga com dinheiro honesto!

Ulisses veio ate mim e disse:

- Continue servindo os convidados.

Quando tudo terminou eu fui para a sala de banho.

Rachel retirou a máscara e me soltou.

- Banhe-se,vista-se ,coma e vá se deitar.

-Posso fazer uma pergunta?

- Claro.- disse ela-

-É verdade que vocês são livres para ir e vir quando quiserem?

- Sim!

- Obrigada.

Os dias passaram e eu continuei trabalhando.

As vezes era colocada em algum castigo,mas não por ter feito algo contra as regras da casa.

Um dia eu trabalhava na cozinha,quando Thinta chegou.

- Venha comigo.

Eu a acompanhei.Fomos ate o escritorio de Ulisses.

Nós entramos e ele disse:

- Obrigado Thinta,deixe-nos a sós,por favor.

Ela sai da sala.

- Marília,eu tenho uma notícia para lhe dar e eu vou direto ao assunto.

Fiquei calada.

- O senador Abragildo morreu!

Continuei calada.

- Me parece que ele se envolveu com tráfico de escravas brancas e de alguma forma ele aborreceu os socios.

- Bem,armaram tudo para que parece-se que ele morreu de overdose de drogas em um motel junto com dois rapázes.

O senado proibio o velório dele na casa,com medo de denegrir a imagem do local!

- Ele esta sendo velado em um velório público e,a receita federal recebeu uma denùncia de enriquecimento ilícito e bloqueou todos os bens que existem dentro da mansão,ou seja,você não tinha nada e agora tem menos ainda,pois vocês não eram casados realmente!

- Bem,eu estou liberando você,caso queira ir ao velório,você esta livre para sair quando quiser!

Fiquei parada um tempo pensando e a única coisa que senti foi um pouco de pena dos modelos.

- Se o senhor me permite- comecei-eu gostaria de voltar aos meus afazêres na casa.

- Que assim seja.- disse Ulisses -

Passado algum tempo,em um inicio de noite,Thinta veio ate mim e disse:

- Banhe-se,vista-se,não use muita maquiagem,e espere aqui.

Eu me banhei e quando fui me vestir encontrei uma camisola de seda preta.

Eu me maquiei e aguardei.

Thinta veio e me levou ate um quarto que ficava no andar superior.

Em três mêses era a primeira vez que eu subia lá!

Ela me deixou deitada sobre uma cama de casal e saiu.

Passado algum tempo Ulisses saiu do toalete usando um hoby.

Ele se deitou ao meu lado,conversamos por algum tempo e terminamos por fazer amor.

Era a primeira vez em anos que eu fazia amor,que eu era tratada como mulher!

Acordei na manhã seguinte com Thinta abrindo as cortinas.

Eu me senti constrangida de estar ainda deitada,quando deveria estar de pé,trabalhando com elas.

Temi ser castigada.

- Bom dia senhora.- disse ela -

- Bom dia.- respondi -

- O seu café sera servido aqui,a senhora deve se banhar,se trocar e descer ate o escritorio.

Não entendi nada,mas me banhei e quando fui me vestir,no lugar do vestido de algodão encontrei um uniforme semelhante aos que as três usavam.

Me troquei,me maquiei e desci.

As três estavam no escritorio.

Ulisses falou:

- A partir de hoje Marília ira comandar a casa,e todas as dúvidas deverão ser tiradas com você,Thinta!

Ulisses me assumiu como sua mulher.

Nós saiamos para eventos sociáis em Brasília e em vários outros lugares do pais.

E ele me apresentava com orgulho as pessoas como "Essa é minha mulher,Marília",e eu não desgrudava do braço dele!

Eu agora tinha uma vida!

Eu agora era alguém!

Certa tarde a luz verde acendeu na cozinha,e nós quatro fomos ate o escritorio.

Chegando lá encontramos Ulisses em companhia de uma jovem.

Era a filha de um deputado,viciada em drogas.

- Essa é Carol,ela precisa ficar um tempo em confinamento para se desintoxicar e depois coloquem-na para relaxar e pensar um pouco na vida.

Nós quatro fizemos uma pequena reverência com a cabeça e conduzimos a garota para a sala de gastigo.










domingo, 27 de fevereiro de 2011

RAMAL 22


O sol já havia nascido quando o ônibus parou na rodoviária de Corrente no Piauí.

"Seu" Rionoldo,um velho amigo de meu pai me ajudou com as malas me dando uma carona ate a casa de minha família que ficava afastada da cidade.

Mesmo com o asfalto ainda subia uma poeira vermelha quando os carros passavam.

Depois de quatro anos longe eu voltava para visitar a minha cidade natal.

A casinha de meus pais não havia mudado nada!

Cerca de pau seco,terra vermelha,um bode e uma cabra andando por ali,a casinha de paredes caiadas e encardidas de pó vermelho,o telhado de cumeeira queimada,janelinha e porta de madeira pintadas de azul céu!

Eu voltava a minha infância!

Festa!

Abraços,sorrisos,lágrimas.

Minha mãe,minha irmã mais nova Josiene e minha irmã do meio,Marineide.

Ela era dois anos mais nova que eu.

Papai estava na roça e dos meus cinco irmãos homens,quatro estavam trabalhando em outras cidades e um havia morrido a dez anos,vítima de tuberculose.

Entramos em casa.

Chão de terra batida,bancos compridos de madeira,uma mesa,um fogão a lenha.

Nos dois cômodos seguintes,que seriam os quartos,redes dependuradas em tocos de madeira enfiados no chão substituiam camas.

Primeiro fiquei na cozinha respondendo as perguntas de mamãe,contando um pouco de minha vida em São Paulo.

Todos diziam que eu estava mudada,que estava mais bonita.

Diziam que eu parecia mulher de cidade grande.

Deixei o dia seguinte para visitar amigos e parentes mais proximos e reservei o terceiro dia para poder conversar com minha irmã Marineide.

Depois do almoço eu a ajudei a fazer biscoitos de polvilho azedo .

Pegamos cada uma um punhado de biscoitos,um copo de café e fomos para o quintal nos fundos da casa.

Sentamos junto a um pé de burití que havia no quintal e começamos a conversar.

Contei a respeito de muitas coisas que havia feito e vivido em São Paulo,ate que tomei coragem e disse:

-"Neidinha",eu tenho algo a li contar.

- Oxe?Pois conte "Nildinha".Não estamos cónversando?

- Olhe minha irmã,o qui tenho para lhi contar é algo muito sério!

- Diz réspeito a minha intimidade e eu gostaria que fica-se em ségredo entre nós duas.

- Aff Nildinha,conte logo então,não me deixe aflita assim!

Eu olhei ao redor para ver se mamãe não estava por perto.

-É que...eu estou vivendo um amor próibido...

-Nildinha do céu!Não mi diga que vócê esta amando um homem casado!É isso minha irmã??

- Não...é não Neidinha...eu vou contar tudo para vócê.

- "A quatro anos atráz quando cheguei á São Paulo,eu passei uns dias na casa de "Délia de Matheus"...

Eu estava a procura de emprego.

Foi quando ela me disse que uma amiga dela trabalhava em uma casa de família no Morumbi,um bairro de gente rica de lá.

A dona da casa,dona Fátima,queria uma menina como eu,recém chegada do norte para trabalhar.

Ela dizia que era melhor uma menina nova que não tinha vícios das empregadas mais velhas.

A amiga de Délia marcou a entrevista e eu fui.

Fui entrevistada por duas pessoas,dona Fátima,a patroa e dona Sonia,a governanta responsável pelo quadro de funcionários da casa.

- Meu deus!- interrompeu minha irmã- Quadro di funcionários?

- Mas quanta genti trabalhava nessa casa??

- Era uma mansão enorme,tinha muita gente trabalhando lá!

Depois da entrevista dona Fátima deu ok para a minha aprovação e me deixou com dona Sonia,que ia me orientar sobre o resto.

O trabalho caiu do céu,pois a vaga era para dormir no emprego e eu não tinha onde morar.

Naquela mansão enorme e cheia de funcionários moravam dona Fátima,Dr.Dario,marido dela, dois filhos,Rômolu e Breno que tinham uns vinte e poucos anos,a mãe do dr.Dario que ficava na cama e uma enfermeira que cuidava dela.

Eles tinham uma filha também,mas ela estava estudando fora do pais.

- Vócê se apaixonou por um dos filhos dela?

- Fique quieta diaba!Me deixe contar!

- Disculpi...

Trabalhavamos bastante ali,pois como disse,a casa era enorme.

Tinha dois andares.

Era tão grande que os cômodos eram interligados por interfones,sendo que cada um tinha o seu ramal.

Os quartos dos patrões e dos rapázes tinham os nomes escritos,os demais marcavam;"sala de estar,sala de visitas,sala de jantar,sala de tv,escritório,ateliê"e assim ia.

Eram vinte e dois ramais,sendo que os dois últimos eram dos quartos de hóspedes.

- Miséricórdia!Mas isso não era uma casa!Isso era um palácio!

- Fique quieta!

- Conti...

Após uns seis mêses chegou de viagem uma parente de dona Fátima,uma senhora chamada Gladis.

Ela iria passar algum tempo aqui no Brasil para resolver uns negócios.

Dona Gladis era uma mulher alta,linda,chique,educada.

- Tá Nildinha,mas me diga,que amor próibido é esse que vócê falou??

- Me deixe contar diaba sêca!!Não me corte!!

- Aaaiii...estou curiósa...

Certa manhã dona Sonia estava dividindo as tarefas.Era dia de limpeza na mansão.

Eu fiquei com o segundo andar,onde tinha os quartos dos rapázes,escritórios e os quartos de hóspedes.

Fui limpando ate chegar no quarto de dona Gladis.

Entrei,tirei o pó,troquei a cama e por último passava a cêra no assoalho,quando o escovão enroscou em alguma coisa pesada que estava debaixo da cama.

Eu puxei e junto com ele veio uma mala grande.

Eu pensei comigo:-"Mas que diabo de mulher mais desmazelada!Tanto armário imbutido aqui e ela guarda a mala debaixo da cama!"

Eu reparei que a mala estava meio aberta,e uma fivela de cinto saia para fora.

Eu empurrei a fivela com a mão mas ela voltava.

Então resolvi abrir a mala para arrumar o cinto dentro dela.

Foi ai que eu vi aquilo...

- Vio o que mulé??Mi conte,não me deixe nesse aperreio!!

- Calma diaba!

- Ali dentro tinha;chicote,tipo daquele que Mané da égua usa nas mula,sabe?

- Sei...

- Tinha dois chicote,tinha uma máscara,sabe Batmam?

- Sei...

- Parecida!

- A mulé usava uma fantasia?

- Não!Ouça!

- Tinha algema de polícia...

- Ela era polícia??

- Não diaba!Fique quieta!Me deixe contar!

Tinha mais uma infinidade de coisas ali que eu não conhecia e não sabia para o que serviam!

Eu tratei de fechar a mala e de empurra-la para de baixo da cama novamente.

Quando me levantei e me virei,dei de cara com dona Gladis!

- Ai dona Gladis!A senhora quase me mata de susto!

- Procurava alguma coisa na minha mala?

- Não senhora...eu só estava arrumando um cinto que estava para fora e...

- E aproveitou para abrir e olhar o que tinha dentro dela!

- Não senhora dona Gladis,olha,eu não péguei nada,pode me révistar,ta tudinho la dentro,pelo amor de deus...

- Posso fazer com que seja demitida por isso,sabia?

- Pelo amor de deus dona Gladis,eu não fiz nada,não peguei nada,só estava olhando,me perdoe...

De repente,ela começou a olhar para mim com um olhar estranho,um olhar diferente,um olhar que me fez sentir um calafrío na espinha!

- Sabe Neidinha quando o Carcará olha mirando o rato na caatinga?Aquele olho parado,vazio??

- Aff mulé,miséricordia...

- Pois é,foi assim que dona Gladis ficou me olhando!

Ela ficou ali parada,olhando fixo para mim!

Eu não sei por que,mas comecei a tremer dentro do uniforme!

-Como você se chama?- perguntou ela -

- Meu nome é Iranilde,dona Gladis.

- Muito bem Iranilde,espero que isso nunca mais se repita!

- Não senhora!Nunca mais!Eu juro!Me perdoe,por favor!

- Saia!

- Sim senhora,com licença,dona Gladis.

Peguei o escovão,o balde e o resto das coisas e sai de lá correndo.

- Aff irmã!Essa mulé tem parte com o cão!

- Quieta!Quer que eu continue contando ou não?

- Ah,conti,por favor!!

Depois daquilo dona Gladis começou a me pedir coisas.

Tudo que ela queria,pedia para mim.

Mas ela parecia querer me testar.

Ela pedia um suco,eu chegava com a bandeija junto dela,ela demorava,demorava,demoarava,ate pegar o copo e beber!

Me deixava ali,plantada feito um pé de pau!

- Qui maldadi...

Ate então estava tudo normal,ate que em uma certa semana ouviu-se falar em uma festa na casa do governador do estado!

Não se falou em outra coisa naquela casa durante a semana toda!

Festa do governador pra cá,festa do governador pra lá!

Dona Fátima não saia do telefone!

Ela ligava para todas as amigas e no meio da conversa perguntava como quem não queria nada:

- Você vai na festa do governador?Sim querida!Nós fomos convidados!

E no dia da tal festa?

Nossa!Eu nunca vi tanta correria junta!

Sabia que rico não vai em salão de beleza?Eles mandam vir tudo em casa!

Foi um tal de Van entrando e saindo!

Trouxeram cadeira de cabeleleiro,cadeira para fazer unha,cadeira para lavar cabelo,espelho,enfim,montaram um salão no ateliê de dona Fátima!

- Ai!Eu queria ser rica para ter um salão de béleza em casa...

- Cale-se!

- Dislculpi...

E as roupas então?Gente trazendo vestidos e mais vestidos para dona Fátima escolher!

Gente trazendo ternos e fraques para dr.Dario ver!

- Ai!Eu queria ser rica para trazerem um monti de roupas lindas para eu experimentar!

- Fique quieta diaba!

Era uma sexta feira,folga de quase todos os funcionários da casa!

No fim iria ficar apenas eu e Cleuzira,uma das empregadas mais antigas da casa.

Ela era minha amiga.

A noite antes de sair para a folga,dona Sonia me chamou para passar as últimas orientações do final de semana.

- Iranilde,todos os outros irão embora,menos você e Cleuzira.

- Sim,dona Sonia.

- Dona Fátima e dr Dario não tem hora para voltar.

- Sim,dona Sonia.

- Senhor Rômulo e senhor Breno também irão sair,mas verifique se eles irão querer algo antes.

- Sim,dona Sonia.

- Cleuzira pedio para sair mas ela ira voltar antes do amanhecer e dona Gladis também ira sair.

- Sim,dona Sonia.

- Depois de arrumar a cozinha,faça a sua refeição e pode se recolher.

- Sim,dona Sonia.

- Tenha um bom final de semana.

- Obrigada,dona Sonia.

Todos se foram.

Arrumei o pouco de bagunça que havia ficado na cozinha,conferi com os rapázes se iriam precisar de algo,os dois disseram que não.

Liguei no ramal 22 de dona Gladis,ela não atendeu,deveria estar no banho.

Fui para o quarto de empregados,tomei meu banho,vesti minha camisola e me deitei para assistir a novela.

Passados uns quarenta minutos o interfone tocou.

A luz que piscava era do ramal 22.

Eu me levantei e atendi:

- Iranilde,boa noite dona Glades,pois não?

- Quero que me traga um suco de laranja e torradas.- disse ela do outro lado -

- Sim senhora dona Glades,já vou providenciar.

Ela desligou.

Tornei tirar a camisola e vestir novamente o uniforme.

Preparei a bandeija com o pedido e subi ate o segundo andar.

Bati na porta e esperei.

- Entre!- disse ela la de dentro -

Eu abri a porta e entrei.

- Feche a porta e tranque!-disse ela -

Eu o fiz.Mas quando olhei para dona Gladis,tomei um susto.

Ela estava usando uma roupa estranha!

No começo eu pensei que ela tinha feito uma roupa com saco de lixo,pois parecia feita de um plástico preto e brilhoso que ficava bem coladinho no corpo dela!

- Aff!Mas uma mulé tão rica fazendo roupa com saco de lixo??

- Cale a boca diaba!!

E ela usava também uma bota que com salto fininho e bem alto que quase fazia ela ficar na ponta dos pés!

- Ai!Queria ser rica pra te uma bota...

- Cala a boca!!Quer que eu conte ou não?

- Disculpi...

Eu fiquei meio sem ação,olhando para a beleza de dona Gladis naquela roupa preta.

Ela estava linda,toda maquiada,perfumada.

Eu pensei comigo:"- Essa mulher vai sair pra rua vestida desse jeito?"

- Coloque a bandeija sobre a mesa de café!- disse ela -

Eu coloquei a bandeija sobre a mesa,me virei e perguntei:

- A senhora precisa de mais alguma coisa,dona Gladis?

- Sim!

- Em que posso serví-la,dona Gladis?

- Preciso de você!

Fiquei confusa.

- De mim?- perguntei -

- Sim!De você!

- Eu tenho umas roupas que pretendo doar,e pensei em dá-las para você.

- Para mim,dona Gladis?

Fiquei feliz por que rico costuma usar a roupa um vez só!

Aquele vestido que dona Fátima estava usando na festa mesmo,com certeza ela não usaria nunca mais!

- Queria ser rica para pode usar minhas roupas uma vez só...

- Cale a boca!

De repente,ela começou a me olhar com aquele olho de Carcará de novo!

Ela ficou ali parada,olhando para mim.

- Eu vou pegar para você.

Ela foi ate o closet e voltou com uma sacola de shopyng.

-É uma roupa igual a esta que estou usando,quero que você experimente.

Eu tirei da sacola uma roupa igual a dela.

Não era de plástico,era um tecido molinho,macio.

Junto com a roupa tinha um par de sandálias pretas,novinhas,com o salto bem alto também.

- Nossa dona Gladis,para mim??

- Sim!Vista,quero ver como fica em você.

- A senhora me da licença de usar o toalete?

- Quero que se troque aqui!

- A senhora me desculpe dona Gladis,mas eu não mudo de roupa nem na frente de minhas irmãs!

Ela jogou o olhar de Carcará em cima de mim novamente.

- Se eu poder...

Nada!Ela continuava em silêncio,me torrando com aquele olho!

- Se eu poder...

Eu não conseguia me mexer!

- Sabe quando a caranguejeira pica o passarinho e ele fica paralizado?Pois é!Foi assim que dona Gladis fez comigo!

- Ela me paralizou com um veneno de aranha e me segurou com o olhar de Carcará!

- Aff menina!!Essa mulé tem parte com o dêmo!

Eu não conseguia pensar em nada,não conseguia desviar os olhos dos olhos dela.

Larguei a sacola no chão e comecei a desabotoar o uniforme.

- Tire a calcinha e o sutiã também!- disse ela -

- Mas...tudo...dona Gladis?

- Com calcinha e sutiã o macacão não entra!

Eu não sei o que se passava comigo!Mas obedeci!

Tirei a calcinha e o sutiã,colocando-os sobre uma cadeira.

Eu peguei o macacão,mas não sabia como vestí-lo.

- Desculpe dona Gladis,mas eu não sei como se veste isso...

- Tem um ziper nas costas,abra-o ate o final!

Eu percebi que além do ziper das costas haviam mais dois pequenos zipers na região dos seios e um entre as pernas.

Dona Gladis foi ate a penteadeira e voltou trazendo um pote pequeno nas mãos.

- O macacão é novo!Um pouco de talco ira ajudar a vestí-lo.

Ela chegou bem perto de mim abrindo a tampa do pote.

- Deixe que eu passo em você!- disse ela -

Eu paralizei de novo!

Ela colocou um pouco de talco na palma da mão,esfregou as mãos e em seguida começou a passa-las em minhas pernas,nas minhas coxas.

O toque dela era delicado,macio!Era como se fosse uma carícia!

Ela passou talco nas minhas pernas,nas minhas ancas,nas minhas nádegas,na cintura,nos seios.

Meu coração disparou!Eu tentava esconder que ofegava.

- O que houve Iranilde?É alérgica a talco?Esse é frances...

- Não senhora,dona Gladis...

- Vista o macacão e calce as sandálias.

Eu vesti.Ela me ajudou com o ziper nas costas.

O macacão grudou no meu corpo,me apertando,destacando minhas formas.

Calcei as sandálias,ficaram lindas.

- Venha Iranilde,sente-se aqui!-disse dona Gladis mandando-me sentar na banqueta da penteadeira -

- Vamos prender esse seu cabelo lindo!

Ela penteou e prendeu o meu cabelo ,deixando o meu pescoço á mostra.

Ela me maquiou e depois se aproximou por traz de mim,quase encostando o rosto dela no meu.

- Veja como você é linda Iranilde...

Ela falava baixinho perto do meu ouvido!

Os olhos delas nos meus...os lábios dela quase tocando meu rosto!

Comecei a tremer,eu senti que fiquei molhada,eu não sabia o que estava sentindo!

Os lábios dela estavam bem perto do meu rosto!Eu podia sentir o ar quente que ela aspirava!

De repente ela se afastou!

Fiquei aliviada e frustrada!

Aliviada por que ela não me beijou o rosto,frustrada por que ela não beijou o meu rosto!!

- Minha irmã,eu não estou li conhecendo!!Vócê queria ser béijada por uma mulher??

-Me deixe contar!!

Ela foi ate o closet e voltou com mais uma sacola.

Tem mais duas peças para serem usadas com essa roupa,deixe que eu as vista em você!

ela pegou uma saia de couro preto bem cumprida,que ia ate meus tornozêlos.

E ela tinha um trançado de cordinhas na parte de traz.

Eu vesti a tal saia e dona Gladis começou a apertar aqueles trançados,a começar pelos meus tornozêlos.

Ela foi subindo,subindo,aquilo foi apertando minhas pernas bem juntinhas,ate que ela terminou na cintura!

Depois ela pegou outra peça muito parecida,mas era menor.

Ela me mandou colocar as mãos para tráz e juntas assim:

Iranilde exibe as mãos unidas para a irmã em formato de oração.

Ela vestio aquela peça nos meus braços e começou a apertar as cordinhas,e os meus braços ficaram bem juntinhos também!

Por último ela passou uma correia sobre os meus seios,e prendeu a peça para ela não descer.

Eu fiquei com as pernas e os braços presos,tentando me equilibrar sobre os saltos.

Dona Gladis pegou uma coisa parecendo uma tira de couro com um cinto,colocou sobre a minha boca e apertou.

Eu não conseguia falar,eu não conseguia gritar.

- Miséricordia irmã!A mulé lhe prendeu todinha?

- Sim!Mas ouça!

Dona Gladis pegou um dos chicotes que haviam na mala,veio ate mim e disse:

- Vá para cama!

Eu gemi ,tentando dizer que não conseguia sair do lugar!

- Vá para a cama!- repetio ela,dando uma chicotada em minhas pernas!

- A mulé lhi prendi,tapa sua boca e lhi bate??Ah,tenha dó Nildinha!!!

-Me deixe contar cadelinha magra!

Eu comecei a pular em direção a cama.

Quando cheguei perto,me virei e me sentei nela.

Dona Gladis se aproximou de mim e empurrou o meu corpo com pé.

Eu cai de costas na cama,mas o peso do meu corpo quase me fez cair para fora dela!

Dona Gladis conteve a minha queda!

Ela me arrumeou sobre a cama,retinha,bem no meio,e se deitou ao meu lado.

Ela beijava o meu rosto enquanto passava a mão pelo meu corpo!

Ela abrio um dos zipers dos seios,o colocou para fora,o lambeu,beijou e começou a chupá-lo,enquanto que com a outra mão ela dava tapas nas minhas coxas!

- Eu não acrédito no que vócê esta me contando irmã!

- Ouça!!

Ela chupou meus seios,acariciou meu corpo,depois me virou de bruços e deu várias chicotadas em minhas nádegas e minhas pernas!

Voltou a me virar de novo e se deitou novamente ao meu lado.

Eu gemia,respirava com dificuldade,olhava nos olhos dela!

Ela penetrou o olhar nos meus olhos,tirou a mordaça,se aproximou do meu rosto e me beijou!

- Iranilde minha irmã,estou pasma!

- Eu não vou te contar mais nada!Chega!!

- Não,por favor,não pari!

- Então,ouça!!

Foi o beijo mais romântico,mais maravilhoso que eu recebi ate hoje!

Ela me soltou,mandou vestir o uniforme e antes de me mandar embora,disse:

- Esse é o nosso segredo Iranilde,certo?

- Sim senhora,dona Glades.

Voltei para o quarto dos empregados,vesti a camisola.

Quando Cleuzira chegou as cinco da manhã eu ainda estava acordada...

Iranilde olha para a irmã.Ela esta torcendo a barra da saia e esfregando os joelhos.

- Marineide,o que esta fazendo??

- Sei não...to sentindo um negocio assim na barriga...

- Pare com isso bicha besta!!

- Continue contando Nildinha,pare não!

- Vou pegar mais biscoitos e café,depois fazer xixi.

- Ai!!Quero café não!Mije aqui do lado do galinheiro,é mais rápido!

Minutos depois Iranilde volta com mais biscoitos na mão e se senta novamente ao lado da irmã.

Na semana seguinte ao nosso "encontro",dona Gladis mudou completamente comigo!

Ela não me pedia mais nada,não me mandava fazer mais nada!

Sempre pegava outra empregada para serví-la!

Ela me ignorou totalmente!

Eu não sei por que,mas isso me deixou com muita raiva!

Um dia ela estava sentada á beira da piscina lendo uma revista.

Já que ela não me chamava,resolvi ir para o ataque!Eu fui ate ela!

Cheguei perto dela e perguntei:

- Com licença dona Gladis,a senhora esta precisando de alguma coisa?

Sem tirar os olhos da revista ela disse:

- Pareço alguém que precisa de alguma coisa?

Fiquei envergonhada e constrangida.

- Não senhora,dona Gladis.

- Então vá embora!- disse ela sem olhar para mim-

- Sim senhora dona Gladis,com licença.

Foram dias de martírio esperando o ramal 22 tocar e ela me chamar para algo!

Certo noite senhor Rômulo ligou perguntando por uma camiseta que queria usar.

Eu disse que iria ate a lavanderia para pegá-la.

Quando passei pela sala de leitura,dona Gladis estava lá,lendo uma revista.

Eu ia passar direto,mas ela me chamou:

- Iranilde.

- Pois não dona Gladis?

- Vai fazer alguma coisa agora?

- Vou levar uma camiseta para o senhor Rômulo,dona Gladis,a senhora precisa de algo?

- Sim!De você!- disse ela,me olhando com os olhos de Carcará-

- Vá atender Rômulo,ele é muito temperamental!

- Sim senhora dona Gladis,com licença.

Quando voltei ela não estava mais lá!

Pensei em ir no quarto dela,mas achei melhor não.

Foram mais duas noites de total despreso,ate que o interfone tocou com o ramal 22 chamando.

Eu me levantei correndo e atendi!

- Iranilde boa noite,pois não dona Gladis?

Mais uma vez ela pedio suco e torradas.

Antes de sair eu abaixei o som da tv a pedido de Cleuzira.

-"O remedio para tosse que tomei esta me dando um sono danado,vou dormir logo!"- disse ela-

Bati na porta e esperei.De dentro veio a ordem:

- Entre!

Eu entrei.

- Feche a porta e tranque!

Dessa vez dona Gladis usava um corselet preto,cinta liga e uma bota que vinha ate os joelhos,que mais uma vez quase a faziam ficar na ponta dos pés.

- Comprei peças iguais para você e quero que vista!

Obedeci!Tirei as peças da sacola e as vesti.

Fiquei de pé no meio do quarto,aguardando ordens de dona Gladis.

Ela veio andando lentamente,com passos firmes.

Ficou atráz de mim,segurou na minha cintura e começou a sussurrar no meu ouvido:

- Sentio minha falta?Uhm?Sentio?

Ela passava a mão em vinha cintura e falava em um ouvido e no outro:

- Sentio minha falta...sentio cadelinha?

Ela começou a passar a ponta da língua nas dobras da minha orelha!

- Sentio minha falta?

Ela enfia a língua na minha orelha.

- Sentio?

Beijo no rosto...

- Heim?Sentio?

- Sim...senhora...senti...

Ela morde o lóbulo da minha orelha,puxa devagar...

Acaricia meus seios,minhas coxas...

Sente-se na banqueta,penteie seu cabelo!

Obedeci.Me sentei na banqueta e comecei a pentear meus cabelos.

Dona Gladis se deita na cama.Eu podia vê-la através do espelho.

- Devagar Iranilde,devagar!Penteie devagar!

Obedeci.

Ela começou a se masturbar e a tocar o próprio seio.

- Rebole sobre a banqueta Iranilde e penteie devagar...

Eu o fiz!

- Fique de pé!- ordenou ela-

Ela vai ate o closet,volta com rolos de corda.

Ela amarra minhas pernas,meus tornozêlos,minhas mão ás costas,meus braços!

Tudo muito bem apertado!

Ela pega uma bola de borracha com uma liga e enfia na minha boca,passando a liga por de tráz de minha cabeça.

Ela surra minhas coxas com uma chibata!

Me faz pular ate a cama e nova surra!

Ela vai ate a mala,pega um pinto de borracha preta com um cinto e o coloca em si mesma para parecer um homem com ereção!

- Vócê esta me dizendo que ela cólocou um pinto di burracha na frente assim?

- Sim!

- E ficou como um homem de pau duro?

- Sim!

- Miséricordia minha irmã...isso é lócura!

- Quer que eu conte o resto?

- Sim!Não pare!

Ela passou alguma coisa na ponta "daquilo" e veio ate mim.

Me virou de bruços e me penetrou com força na vagina,socando e me dando tapas na bunda e nas pernas.

Depois ela tirou e enfiou de novo!

- Onde??Onde Iranilde??

- Onde tu acha bicha besta?Que lugar mais tem para enfiar um pinto numa mulher além da péréréca??

- Ta falando sério??

- E eu vou brincar com uma coisa dessas???

Eu hurrei de dor e ela ficou socando em mim!

Depois ela soltou minhas pernas,tirou a mordaça,me virou,subiu em cima de mim e fizemos amor!

Ela me beijava,me beijava com amor,com ardor!

E o que eu mais queria nesse mundo naquele momento,era poder abraçar dona Gladis,mas minhas mãos estavam amarradas!

Ela me soltou e eu voltei para o meu quarto...

-"Ô cêis duas!Vamo para de tererê que ja é tarde!Logo começa a vir morcego!Venham para dentro já!!

- Já vamos "mainha".- responde Marineide para a mãe -

- Nem percebi que já estava escuro - diz Iranilde -

Entramos.

O jantar foi a repetição do almoço.

Eu me deitei em uma rede.Minha irmã logo começou a roncar.

Cruzei os braços atráz da cabeça,fiquei olhando para o telhado de cumeeira.

As vezes sentia o cheiro de fumaça das brasas do fogão a lenha,as vezes o cheiro de querozene queimado da lamparina.

Adormeci.

No dia seguinte nos levantamos,tomamos café.

Minha irmã não tocou no assunto sobre o que haviamos conversado.

Dona Gladis havia me ensinado algo de muito bom que eu estava usando no meu dia a dia:disciplina!

Eu me contive e não puxei assunto com Marineide!

Se ela quisese ouvir o resto da historia eu contaria,senão,não...

Após o almoço ela me chamou:

- Vem comigo buscar água?

- Vamos.

- Temos que andar mais agora!O rio secou!

- Sem problemas.

- Ai da tempo de vócê me contar o resto...

Eu sorri.Marineide pegou uma lata vazia e eu um garrafão de plástico.

Minha irmã andava descalça,mas como faziam quatro anos que estava longe do calor do sertão nordestino,tratei de calçar um têniz e usar boné com óculos escuros.

- E então?Continue!

- Nos encontramos mais vêzes depois daquilo.

Ela sempre me amarrava de várias formas.Me deixava caida no chão,batia em mim,pingava vela derretida pelo meu corpo.

Mas depois sempre faziamos amor!

E eu sentia prazer!Prazer que homem nenhum nunca conseguiria me proporcionar!

E o piór é que eu descobri que estava amando dona Gladis!

- Tu ta brincando comigo minha irmã?

- To não!

- Tu ta amando uma mulé?De verdade?

- Sim!

- Miséricordia...

- Mas eu sofri muito!

- Como da outra vez ela me ignorou por completo durante uns dez dias!

Ate que um dia eu estava servindo o café da manhã para dona Fátima e dr.Dario.

Ele estava sentado,lendo um jornal em inglês,e dona Fátima começou a falar:

- Estou pensando em aproveitar para viajar com Gladis.

- Estou com saudades de Milão e Mirthes Alencar vai abrir uma exposição em Paris,eu gostaria de estar lá para prestigiá-la,o que acha?

- Bem querida,creio que você te-rá que ir com Gladis!

- As coisas estão estranhas no Oriente Médio e isso pode afetar os negocios!Eu quero estar aqui no caso de alguma eventualidade.

- Eu irei com ela então.

- Pensei que Gladis fosse ficar mais tempo aqui no Brasil.

- Não querido,ela já vai voltar para a Europa...

Quando ouvi aquilo comecei a tremer!

Dona Gladis iria embora!O que seria de mim??

Dr.Dario olhou para mim e ordenou:

- Café!

Eu me aproximei e comecei a servir a xícara dele,mas a tampa do bule de louça tremia e fazia barulho.

Dr.Dario olhou para mim,olhou para o bule e olhou para dona Fátima.

-Iranilde- disse dona Fátima- Você esta bem?

- Sim dona Fátima,estou.

- Va para a cozinha e mande outra empregada nos servir!- ordenou dr.Dario -

- Sim senhor,dr.Dario,com licença.

- Que absurdo!Essa é uma situação inaceitável!- disse ele para dona Fátima -

- Ela deve estar sentindo alguma coisa querido.

- Pois se esta se sentindo mal,que fique no quarto de empregados!- ele disse isso e voltou a ler -

Eu entrei na cozinha repassando a ordem de dr.Dario.

- Dr.Dario quer outra pessoa servindo o café!

- O que foi que aconteceu menina?- perguntou Cleuzira-Você tá branca como uma vela!

- Eu não estou me sentindo bem!

- Sente aqui,vou lhe trazer um cópo dágua!

Nisso entra dona Sonia,a governanta.

- Dona Fátima disse que você não esta se sentindo bem.

- Já vai passar dona Sonia.

- Deve ser a pressão dela que caiu dona Sonia,já,já melhora.

Disse Cleuzira trazendo o cópo dágua.

- Iranilde,você esta grávida?- perguntou dona Sonia -

- Não senhora,dona Sonia!

- Tem certeza?

- Sim senhora,dona Sonia!

- Bem,vou pedir a enfermeira para dar uma olhada em você.

- Não precisa dona Sonia,já estou melhor.

- ok!Então,só volte a circular pela casa depois que estiver se sentindo bem!

Dona Sonia disse isso e saiu.

Eu segurei o cópo dágua entre as mãos,tirei uma golada e comecei a chorar.

- Ô minha filha- disse Cleuzira se sentando ao meu aldo-O que esta acontecendo?

-Você anda estranha ,não come,não dorme direito!

- Me conte o que esta havendo com você!

- Você já se viu em uma situação em que esta amando alguém mas esse amor é proibido?

- Eu sabia!-disse Cleuzira-Bem que desconfiei!

Entrei em pânico!

- Desconfiou de que Cleuzira??

- Você ta gostando de algum homem casado,eu sabia!

- Olhe minha filha,saia dessa enquanto pode!

- E se ele disser que vai deixar da mulher para ficar com você,é mentira!!

Resolvi ficar quieta e continuar chorando baixinho.

Estavamos no nosso quarto deitadas assistindo a novela.

Eu estava encolhida na cama,pensamento longe,trizte.

- Vagabunda!- gritou Cleuzira-

- O que foi?- perguntei assustada-

- Essa biscate ta enganando o italiano de novo e o trouxa ainda diz que ama ela!

Ela comentava sobre a novela!

Eu voltei a me encolher na cama.

Nisso, o interfone toca!Era o ramal 22!

- Atenda lá "Ira".-disse Cleuzira -

- Atende você.-respondi -

Cleuzira se levantou e atendeu o interfone.

- Sim,sim dona Gladis,ela esta aqui sim,um minutinho só.

- Ira!-disse ela me estendendo o interfone -

Eu me levantei e atendi.

Ela pedio o mesmo de sempre,eu me vesti e fui levar.

Entrei no quarto,fechei a porta e tranquei.

Dona Gladis usava um corselet preto com uma calça de couro vermelha,mas estava descalça.

Eu coloquei a bandeija sobre a mesinha e fiquei aguardando.

Ela se aproximou de mim,segurou firme no meu rosto apertando minhas bochechas e perguntou:

-Tem alguma coisa para me dizer?

- Não,senhora.

- Tire a roupa!

Fiquei nua.

Dona Gladis trouxe um par de botas que chegavam ate as minhas coxas e eram altas de tal forma que eu fiquei na ponta dos pés!

Dona Gladis amarrou meus braços e minhas mãos,forte.

Amarrou uma corda ao redor de minha cintura,bem apertada.

Uma terceira corda ela prendeu á essa da cintura,a passou entre minhas pernas e a suspendeu com força,apertando minha vagina e meu ânus e amarrou na parte de tráz!

Eu mal conseguia ficar de pé com aquela bota!

Ela feria meu pé e meus dedos e agora aquela corda feria minha vagina e meu ânus!

-Tem alguma coisa para me dizer cadelinha?

- Não,senhora...

Dona Gladis me deu um empurrão com o pé,eu perdi o equilíbrio e cai de lado no chão,batendo a cabeça e machucando minha orelha.

Dona Gladis se aproximou,colocou o pé sobre a minha cabeça e começou a apertar.

- Tem alguma coisa para me dizer,cadelinha?

- Não,senhora...

Ela ri.

- Eu vou embora do Brasil,não tenho nada que me segure aqui!

Comecei a chorar.

Ela aperta minha cabeça de novo.

- Tem alguma coisa para me dizer,cadelinha?

Eu chorava muito!

-Não,senhora...

Dona Gladis se senta em uma poltrona e abre o ziper que tem entre as pernas.

- Quero que me chupe!Venha!

Com muito esforço e dor eu consegui ficar de joelhos e fui ate dona Gladis.

Eu suguei a vagina dela,suguei com amor,com paixão,com dedicação,ate que ela gozou.

Ela agarrou o meu cabelo repetiu a pergunta:

- Tem algo para me dizer,cadela?

- Não,senhora...

Ela me esbofeteou e eu cai novamente,chorando mais ainda.

- Eu vou embora daqui!Nada tenho aqui que me prenda!

- Não me deixe senhora!Eu te suplico,não me deixe,piedade!!

- Por que chora cadela?o castigo a machuca tanto assim?

- A dor física não me doi tanto quanto a dor que tenho no peito senhora!

- Tem algo para me dizer cadela?

Eu não ia aguentar aquilo por mais tempo!

Dane-se as convenções,dane-se a moral,dane-se a igreja!

Entre choro e soluços eu disse:

- Eu te amo senhora!

- Eu não ouvi!Repita!

- Eu te amo,senhora!!

Ela agarrou os meus cabelos me fazendo ficar de joelhos.

-Repita!

-Eu te amo ,senhora!!

- Eu não ouvi!Repita!!

-Eu te amo,eu te amo,eu te amo!!!!

Comecei a gritar a plênos pulmões!

Dona Gladis tapou minha boca com a mão!

Ela se ajoelhou a minha frente,tirou a mão da minha boca e me beijou ardentemente!

- Eu também te amo!-disse ela -

Ela me soltou,mandou que fica-se em cima de um pequeno tapete.

Acendeu velas vermelhas e incensos.

Ela colocou o chicote e a chibata á minha frente no chão,se ajoelhou diante de mim e perguntou:

- Você realmente me ama?

- Sim minha senhora!Mas que tudo nessa vida!

-Então,leia isso em voz alta!

Ela me entregou um pergaminho com letras manuscritas em vermelho,onde eu lia que a partir daquele momento eu não tinha mais vida,eu nã era mais nada.

Eu dedicava ali o meu amor,a minha dedicação e a minha lealdade a dona Gladis!

A partir dali eu pertenceria a ela!

Quando terminei de ler,ela pegou uma pequena adaga e cortou o meu pulso esquerdo e com o meu sangue ela molhou a ponta de uma pena que me entregou.

-Assine!

Eu assinei o meu juramento com sangue.

Depois disso,fomos para a cama e fizemos amor,então,pude realizar o meu sonho!

Eu abracei e beijei dona Gladis,e eu a fiz sentir todo o meu amor,todo o meu carinho!

Estavamos abraçadas e eu perguntei:

- A minha senhora ira embora mesmo?

- Sim!

- E o que sera de mim,minha senhora?

- Agora você me pertence!Apenas obedeça!

Fiquei dois dias sem ver dona Gladis.

Em uma manhã eu estava na copa,quando dona Sonia chegou.

-Iranilde,venha comigo,dona Fátima quer falar com você!

- Você fez alguma coisa?-Perguntou Cleuzira baixinho-

- Eu não!

Chegamos a sala de estar,dona Fátima começou a falar:

-Iranilde,a partir de hoje você não faz mais parte do quadro de funcionários dessa casa,eu estou demitindo você!

-Mas...foi alguma coisa que eu fiz dona Fátima?

- Nâo minha querida!Você servio Gladis durante o tempo em que ela esteve hospedada aqui,e ela gostou dos seus serviços,por isso,ela me pedio que a libera-se para que você possa trabalhar como secretaria pessoal dela.

Lágrimas vieram aos meus olhos.

- Eu?Trabalhar com dona Gladis?

- Sim!E você tera que tirar o seu passaporte,pois tera que viajar com ela para a Europa na semana que vem!

Voltavamos pela estrada de terra vermelha.

Minha irmã trazia a lata dágua na cabeça e eu abraçava o garrafão plástico.

- Minina do céu!Eu só num digo que é um conto de fadas,por que são duas princesas!

- E é isso minha irmã,desde então eu vivo com minha "dona".

- Já conheci metade do mundo,falo outras línguas e ela me ensina a ser tudo o que sou.

- E você ama mesmo essa mulher minha irmã?Ama de amor mesmo?

- Amo!Eu amo a minha dona mais que tudo nessa vida!

Estavamos em casa,eu ajudava minha irmã a descascar mandiocas,quando ouvimos o barulho do motor de um carro.

Era um carro importado,com placa de alugado,que vinha pela estrada levantando poeira vermelha.

Ele diminuiu a velocidade e parou em frente de casa.

A porta do motorista se abrio,e para minha surpresa,dona Gladis saltou.

Ela usava jeans e botas.

-Dona Gladis!- exclamei emocionada-

Eu fui ate ela.

Ela me comprimentou com um beijinho,dizendo baixinho entre um sorriso nos lábios:

- Contenha-se,estamos na frente da sua família...

- O que a minha senhora faz aqui?

- Bem,eu tive que vir a Terezina resolver uns negocios,e aproveitei para brincar de encontrar você!

Ela conheceu minha mãe e minhas irmãs.

Foi muito simpática e antes de ir embora me deixou mais dinheiro e o endereço do hotel onde estaria em Terezina.

- Nos encontramos lá e de lá iremos para o Canadá!

Ela entrou no carro e se foi.

Marineide ficou estática,de boca aberta,olhando o carro se afastar.

- Mas essa mulé é muito bonita mesmo!-disse ela-

-É,é bonita sim,mas é a "minha"dona!Tira o "zóio",diaba!

Retruquei,dando um beliscão no braço de minha irmã...




Nota:

- Terezina - Capital do Piauí

- Carcará - Ave de rapina típica do sertão nordestino.

- Burití - Fruta típica do Piauí.