domingo, 27 de março de 2016

A mascara de Lorde Malevolon - O reinicio.




"ESTE CONTO É DEDICADO A TODAS AS ESCRAVAS E SUBS,QUE SE DEDICAM,AMAM E QUE DÃO A PROPRIA VIDA PELOS SEUS DONOS E SENHORES..."










Mais uma vez eu voltava do" mundo de fora".


Mais uma escrava liberta,mais uma noite de prazer,mais uma vez,a sensação de dever cumprido!


Caminhava pelos corredores da masmorra,quando,senti o aroma de um perfume conhecido.


Apurei o meu olfato,cheirando o ar em minha volta.


-Alezandra!


Olhei ao redor,tentando encontra-la.


-Sei que esta por aqui Alezandra,saia!


Ela saiu de um corredor escuro á minha direita.


Trazia um escravo semi nu na coleira,que andava de quatro ao seu lado,como se fosse um cão.


-Ola Kabalta...retornando de mais uma missão libertaria?


-Poupe-me de sua ironia...sim minha cara,volto de uma escrava livre!


Ela sorrio,enquanto acariciava a cabeça do escravo.


-Sabe Kabalta,eu acho que voce deveria fazer uma visita ao nicho de nosso irmão ,Dom Helias.


-Por que eu iria ao nicho dele?


-Bem,eu sei que,como és um rebelde,com certeza não ira,mas,se eu fosse voce,eu iria...


-Por que?Insisto!


Ela sorrio de novo.


-Veja por voce mesmo...


Disse isso,e falou -Vem!- sendo acompanhada pelo escravo.


Fiquei ali parado,por alguns instantes,pensando no que ela havia me dito.


Com certeza,mais uma armação do conselho,para me dobrar!


Talvez uma armadilha,talvez eu encontra-se ali,uma duzia de Dommes,com seus chicotes,me esperando para me dar uma surra,ou seja la o que fosse.


Relutei,mas,por fim,fui ate o nicho de Dom Helias.


Helias era um dos poucos Dons que ainda mantinham a amizade comigo.


Não por que eu não tivesse libertado algumas de suas escravas,mas,por que ele era um bom sujeito mesmo.


Eu me aproximei da porta principal do nicho.


De imediato eu pude vê-lo,de pé,braços cruzados,admirando a sua performance com algumas escravas.


A porta estava aberta,mas,mesmo assim,eu bati antes de entrar.


-Ora vejam- começou ele-Kabalta!Que surpresa!


Apesar de sermos amigos,Helias ,como todos os outros,não me olhava nos olhos,com medo dos poderes infernais.


-O que o traz aqui,meu amigo rebelde?


Mantive-me em silêncio.Comecei a reconhecer no rosto das escravas,a face daquelas que um dia eu havia libertado.


Eram três mulheres,cada qual nua,cada qual amarrada de uma forma,sofrendo um castigo diferente!


Cada qual,uma antiga escrava de Helias.


-Ah!Já sei...você se pergunta,por que elas estão aqui,não?


Eu continuava em silêncio,olhando para os olhos delas.


-Olhe meu amigo-continuou Helias-existem pessoas que nasceram para a servidão!


-Não adianta se compadecer delas,não adianta querer liberta-las,elas nasceram para isso,elas sentem prazer nisso!A vida delas se baseia nisso!


O meu olhar expressava decepção,tristeza.


-Olhe Kabalta,estão servindo uma ceia no salão principal,eu vou comer algo,você me acompanha?


Silêncio...


-Uhmm,eu acho que não!Olha,me faça um favor ,sim?Não as desamarre!


-São nós chineses,deram um trabalhão para serem feitos...bem...eu vou comer algo,fique a vontade ai...


Helias saiu,me deixando sozinho com suas escravas.


Eu as olhava nos olhos,perguntando "por que?"


Elas me olhavam de volta,com os olhos arregalados,rosto apertado pelas mordaças de couro.


Castigos que agrediam seus pés,suas nádegas!


Dor!Dor,muita dor,por horas talvez!


Mas elas estavam ali,de volta,por que queriam!!


Uma lágrima correu pelo meu rosto.


Dei meia volta,sai do nicho,cabeça baixa.


Quando caminhava pelo corredor,ouvi aquela voz;


-Perdeu algo no chão Kabalta?Posso ajuda-lo a procurar?


Era Alezandra,com seu escravo a tiracolo.


Ela mantinha as pernas entreabertas,para que ele pudesse lamber a parte interna de suas coxas.


-Tu não aceitas o fato de que existem pessoas que nasceram para servir,e outras que nasceram para mandar?


Silêncio...


-O nosso sagrado dever kabalta,é proporcionar prazer para essas pessoas,por que elas o querem...


Eu a deixei ali,com o seu escravo,e sai andando pela masmorra.


Parei de fronte ao meu nicho.Fiquei olhando o meu material de trabalho.


Poucas vezes eu havia amarrado uma escrava ali.


Comecei a lembrar de todas as escravas que havia libertado ,e de seus donos,que agora ,surtiam um ódio por mim!


Mas,de que adiantava?Se elas depois,voltavam para a masmorra por conta própria?


Fiquei algum tempo ali,encostado no batente da porta,ate que tomei a decisão...


Os mestres superiores do conselho,assistiam a uma apresentação de músicos medievais,com performances de escravas,que dançavam,usando tochas e chicotes.


Eu entrei pela porta principal do salão mór,indo em direção a eles.


Com um gesto da mão do mestre superior,a musica parara.


Eu me detive a alguns passos da escadaria que levava aos tronos,enquanto o mestre superior ,me chamava a atenção;


-Como te atreves a vir aqui a sala do conselho,sem ser solicitado?


Eu me deixei cair de joelhos,e ,em seguida,de bruços ,com o rosto colado no chão.


O mestre superior se levantou,seguido pelo olhar espantado dos demais conselheiros.


-Não creio!!-disse ele-


-A caso,kabalta,terás vindo aqui,para espiar por tua faltas?


Silêncio...


O mestre superior suspendeu a ponta de seu manto negro,para poder descer os sete degraus ate onde eu estava.


Ele andou ao meu redor,olhava para mim,e olhava para os sete membros do conselho.


-Tu vieste aqui,para espiar pelas tuas faltas para com teus irmãos?


Silêncio!


-Teu silêncio consenti!


Ele bateu palmas duas vezes,onde com elas,três vassalos vieram correndo,se colocando de joelhos a sua frente.


Vão!Dizei a toda a comunidade que venha aqui,para presenciar a uma sessão de punição e restituição!


Os vassalos saíram,de cabeça baixa para cumprirem a sua missão.


-E tu,Kabalta,ficai ai,com o rosto postado no chão,ate que tudo esteja pronto!


Com a minha fama de subversivo e rebelde,os demais conselheiros acharam que eu fosse me levantar e sair da sala,mas,por mais uma vez,se espantaram,quando eu me mantive ali,deitado de bruços ,no chão.


Passaram algumas horas,ate que os primeiros representantes da comunidade começaram a chegar.


Dons,Dommes,lordes,rainhas,marquêses,cada qual com sua pompa.


Muitos trazendo escravos e escravas nas coleiras.


Alguns lordes,os mais velhos,traziam cães pastores em coleiras.


Aos poucos,o salão foi tomado por uma multidão,que se colocou de um lado e de outro,deixando um corredor central.


Mais uma hora,e estavam todos la,toda a comunidade,reunida,para a cerimônia.


O murmurio de vozes se calou,quando o mestre superior se levantou.


-Senhores e senhoras - começou ele-;estamos aqui hoje reunidos,para realizar uma sessão de punição e restituição de título!


-Hoje,aquele que é considerado o maldito,o rebelde,o renegado,Kabalta,sera punido perante essa comunidade por suas faltas,e terá restituído o seu título,conforme a lei!


Novo murmurio.


-Kabalta!Eu,como mestre superior da comunidade,te sentencio, a receber cem chibatadas,para se redimir de tuas faltas,para com os membros dessa comunidade!


Murmurio...


-Após a execução da sentença,terá o seu título restituído!


-Para a execução da sentença,eu convoco as Dommes,Alezandra e Carolina!


Novo murmurio na multidão.


Alezandra e Carolina se entreolham.


Sabia o que tinha que fazer,e como fazer!


Pela ultima vez,me atrevi a enfrentar o conselho.


-Meu senhor!- comecei;


-Como te atreves,a dirigir a palavra para esse conselho?-disse o mestre superior-


-Por favor meu senhor,eu voz imploro,que me concedas um ultimo pedido!


-Tu não perdestes a tua infâmia,cão?


-Senhor,sabei que ainda desponho de meus poderes infernais,e que  se assim quiser,posso mandar a todos aqui para o inferno!


-Apenas voz peço,que me concedas esse pedido!


O mestre superior olhou para os conselheiros,que,com um sinal afirmativo da cabeça,concordaram.


-Falai então!


-Vós dissestes que eu deverei ser punido com cem chibatadas!


-Pois sim!-respondeu o mestre-


-Pois voz suplico senhor,que para cada duas chibatadas,seja contada apenas uma!


Novo murmurio na multidão.


-Silêncio!-ordenou o mestre-


-Queres me dizer kabalta,que queres ser punido com duzentas chibatadas?


Mantive-me em silêncio.


-Que assim seja!-disse o mestre-


-O que faz ele?- perguntou o lorde de um olho só-é louco?


-Esse conselho-começou o mestre superior-acata ao pedido do condenado,que sera punido,com duzentas chibatadas!


-Que seja levado ao madeiro!


Coloquei-me de joelhos para me levantar,mas,quando os vassalos se aproximaram para me levar,abri os braços e falei;


-Afastai-vos!


Eles olharam para o mestre,que ,com um sinal positivo da cabeça,os fez se afastarem.


Eu me levantei,e fui ate as traves de madeira que sustentavam grilhões.


-O que ele esta fazendo?-perguntou um Dom a Helias-


-De kabalta?Ah!Desse louco eu espero qualquer coisa...


Fui ate as traves de madeira,enrolei as correntes dos grilhões em meus pulsos,segurando com força as correntes.


Abri as pernas,as firmei,e abaixei a cabeça.


Todos os presentes não acreditavam no que estavam vendo.


-Senhor-disse um dos conselheiros ao mestre- Terá ele enlouquecido?


-Não!Dommes!Tomem suas posições!


Alezandra e Carolina se aproximaram!


Eu podia ouvir o som de seus saltos,passo a passo,podia ver o movimento de suas nádegas,de suas ancas,podia ver suas coxas,roçando umas contra as outras!


Um movimento leve,em câmera lenta.


Quase podia sentir o perfume de suas vaginas!


Elas se colocaram a uma distancia segura ,uma da outra.


-O mestre conselheiro fara a contagem das chibatadas!- disse o mestre superior-


Carolina mordia o lábio inferior,tentando conter as lágrimas.


-Contenha-se cadela,ou sera punida!-dizia baixinho Alezandra-


-Que seja iniciada a sentença,contando-se uma chibatada para cada duas!-disse o mestre superior-


Carolina começava a soluçar.


O mestre conselheiro deu a ordem;


-Dommes,preparem seus chicotes!


Alezandra e Carolina tiraram os chicotes da cintura.


Fizeram uma performance,rodando-os no ar,e estalando-os no chão.


-Que seja iniciada a sentença!-ordenou o mestre superior-


O mestre conselheiro olhou para Alezandra,fazendo um "sim" com a cabeça.


Ela girou o chicote no ar,soltou um grunhido,e deu a primeira chibatada,seguida por Carolina.


Duas chibatadas.


-Uma!-contou o mestre-


Mais duas chibatadas.


-Duas !


Eu recebia os impactos nas costas!


Ouvia o zunido dos chicotes no ar,e em seguida,o ardor das chibatadas nas costas!


-Seis!


Comecei a lembrar de cada escrava que libertei,cada mulher que amei,cada beijo,cada vagina sugada,cada banho,cada carinho!


-Onze!


Comecei a chorar!


Chorava de soluçar!Chorava por não ter sido compreendido!


-Dezoito!


Alezandra mantinha seus olhos azuis,fixos em minhas costas!


Não demonstrava nenhuma expressão de tristeza,mas,sentia cada chibatada em seu coração!


-Vinte e três!


Carolina sofria mais!Ela não continha as lágrimas em seu rosto!


-Vinte e sete!


Eu chorava!Chorava copiosamente!


Usei o meu poder de transformar dor em prazer!Mas,não contava com os resultados que isso iria trazer!


-Trinta e dois!


A minha túnica já estava em farrapos!


O sangue escorria pelas minhas costas,começando a fazer uma poça no chão!


-Trinta e sete!


Dor,tristeza,sofrimento!


Lágrimas cristalinas começavam a tomar um tom róseo.


Do róseo para o vermelho claro.


Do vermelho claro para ,para o vermelho!


Enfim,lágrimas de sangue corriam pelo meu rosto!


Pingavam no chão,aumentando a poça sob mim!


-Trinta e nove!


Alezandra e Carolina começavam a ficar exaustas!


Elas soltavam grunhidos,e davam um pulo de impulso,para desferir a chicotada seguinte!


Alezandra viu que a ponta do chicote estava empapada de sangue,e,propositalmente,girava o chicote no ar,para que gotas de sangue respingásem pelo salão!


Os cães dos lordes sentiram o cheiro do sangue,e ficaram farejando o ar!


-Quarenta e três!


Eu sentia uma dor horíivel nos olhos,mas não podia abri-los!


-Quarenta e sete!


Nada mais restava de minha túnica!


O sangue escorria pelas minhas costas,cobrindo minhas pernas,minhas botas,e fazendo uma enorme poça no chão!


-Cinquenta eu e uma!


Os Dons se entreolhavam!


O lorde de olho de vidro virou o rosto.


-Terei a honra de dividir o meu nicho com ele!-disse a alguém que estava perto-


-Cinquenta e cinco!


Alezandra mantinha o olhar fixo em minhas costas!


Carolina chorava,mordendo o lábio inferior!


-Cinquenta e nove!


Dor!Dor e prazer!Que mistério é esse que envolve o ser humano?


Por que elas voltavam?


Por que queriam ser humilhadas,usadas,pisadas?


-Sessenta e duas!


Acaso não haveria lugar para o amor nesse mundo?


-Sessenta e cinco!


Chibatadas,sangue,dor,tristeza!


Há um momento na vida,em que o mal e o bem se fundem!


-Setenta!!


Não havia mais dor!


Não havia mais tristeza!


-Setenta e seis!


O estalo dos chicotes,o calor nas costas,a dor,tudo gira,um redemoinho louco,a contagem...


-Oitenta!


Dor insuportável nos olhos!


-Oitenta e três!


Membros da comunidade já começavam a se entreolhar...


-Oitenta e sete!


Sangue,sangue escorrendo pelo chão!


Carne exposta,dilacerada!


-Oitenta e nove!


De repente,não consegui mais manter os olhos fechados!


Eu os abri,olhando para o chão a minha frente!


Um poder descomunal saiu deles,fazendo com que o chão racha-se,deixando sair fumaça e labaredas de fogo!


Um urro animalesco começou-se a ouvir!


Três Gronzes( demônios ) alados saíram do buraco!


Seres deformados,horríveis,malévolos,começaram a voar pelo salão,soltando urros apavorantes!


O mestre superior gritou para todos;


-Fechem os olhos!Não olhem para os demônios!Dommes,continuem com a sentença!!


-Noventa e três!


Os cães dos lordes começaram a latir,assustados!


-Carolina!-gritou Alezandra-Olhe para as costas dele,não olhe para os demônios!!


Cães latindo,demônios urrando,sangue,dor!!


Os demônios voavam pelo salão,urrando,procurando!


-Noventa e cinco!


De repente,uma escrava descuidada olha para um demônio!


O ser espectral faz um voo rasante,e a pega com suas garras,quase arrastando seu dono junto!!


Ele a leva ate o alto do teto do salão,e ,a penetra com o seu membro descomunal,dilacerando sua vagina e seu ânus!!


Ele soca,com força,rápido!!


A pobre coitada não tem como expressar sua dor e pavor devido a mordaça!


Só o seu olhar arregalado registra tamanho sofrimento!


Em instantes,uma gosma negra e fétida começa a sair pelos seus ouvidos,olhos e por traz da mordaça!


O demônio havia ejaculado dentro dela!


Ele solta então o corpo imóvel,deixando que se chocasse com o solo!


-Noventa e oito!


Eles continuaram voando em círculos,urrando.


-Noventa e nove!


O êxtase tomava conta de meu ser!


Dor,sofrimento,prazer!!


-Noventa e nove!!


O mal se funde com o bem!!


-Cem!!


Eu solto um urro de dor e prazer!!


Tive ao mesmo tempo,uma ejaculação que nunca antes havia tido!!


Os demônios urraram,começaram a voltar para o buraco no chão!


Um a um,foram entrando no buraco,seus urros foram diminuindo!


As rachaduras no chão foram se fechando,o fogo diminuindo!


Aos poucos,tudo desapareceu,como se nada houvesse acontecido!


A única prova da presença dos demônios que ficava,era o corpo da pobre escrava no chão!


Silêncio total no salão!


Alezandra e Carolina se mantinham,ofegantes,exaustas!


-Dommes,se afastem!-ordenou o mestre superior-


-Que o condenado se aproxime do conselho!-ordenou-


Eu soltei as correntes de minhas mãos,e comecei a andar na direção do conselho!


Para cada passo,uma pegada de sangue ficava no chão!


Chegando diante da escadaria,soltei meu corpo de joelhos,com os braços abertos,palmas das mãos á mostra,em um sinal de total submissão e humilhação!!


Rapidamente,uma poça de sangue começou a se formar sob mim!


-Tu-começou o mestre superior-foste punido pelos teus crimes contra essa comunidade!!


-Agora,refeito de teu mal,eu,restituo teu título de "DOM"!


-Seras conhecido,chamado e respeitado pelos teus irmãos,como,Dom Kabalta!


-Coloca-te de pé,e volta-te ,para seres reconhecido e aclamado por teus irmãos!


Eu me levantei,e me virei para a multidão.


Todos os Dons,Dommes,lordes,Duques,Rainhas e Senhores,apoiaram-se sobre um joelho de cabeça baixa com a mão direita no peito!


Meu corpo nada sentia!


-Volta-te!-ordenou o mestre superior-


-Este conselho vai presenteá-lo com um instrumento de trabalho!


-Ide a bancada do conselho,escolhei o que quiseres,para exercer tuas funções de Dom!


Olhei para o lado,para a bancada do conselho!


Me arrastei,deixando pegadas de sangue pelo caminho,ate chagar á bancada.


Cordas,mordaças,coleiras,chicotes,correntes,varas,palmatórias...


Tudo ali,a disposição!


No meio da bancada,pendurado na parede,em uma redoma de vidro,uma máscara,fios de arame farpado,e uma chave!


Me arrastei ate la.


Desferi um soco,que quebrou o vidro da redoma.


Carolina arriscou intervir,impedida por Alezandra.


-Quieta cadela!Quer ser punida?


Peguei a máscara,os arames e a chave.


Fiquei olhando para aquela máscara,lembrando de seu dono,Lorde Malevolon.


Ele tinha sido o mais cruel lorde de toda a masmorra,o mais respeitado,o mais temido!


Um Lorde imperial !


No salão da ceia,todos esperavam pela chance de ser escolhido,para sentarem á mesa junto com ele!


Eu era muito jovem!Mas já demonstrava rebeldia!


Um dia,peguei meu prato,e fui na direção da mesa dele.


Domme Luzia,que cuidava de mim,chamou-me a atenção,mas não lhe dei ouvidos!


Chegando a mesa,disse;


-Vossa senhoria me permite sentar á mesa junto a voz,para fazer minha refeição?


Expectativa no salão,para uma chicotada!


Lorde Malevolom se levantou,e disse;


-Fostes o único com coragem para se aproximar de mim!


-Sim!Senta-te meu jovem!Comei comigo!


Ele me ensinou muitas coisas.


Tornei-me seu pupilo!


Ele fez a maquiagem de meu rosto!
Ele me mandou para o inferno !


Mas,com o tempo,mostrei-me contrario á escravidão!


Foi o que me fez ser excluído por ele!


-Terás que sentir muita dor,ate que aprendas o que é certo!!


Estava ali agora,com a máscara dele nas mãos!


Voltei para frente do conselho,e exibi os ornamentos.


-Foi tua vontade!-disse o mestre superior-Que assim seja!!


Devagar,coloquei a máscara em meu rosto,e enrolei os arames farpados em meus braços.


Carolina chorava.


Fiquei de pé.


-Ide agora,Dom kabalta!Aguardai ate que esse conselho te envie escravas!


Eu me voltei,e comecei a passar entre a multidão,atônita,a cena que presenciava.


Andei pelos corredores da masmorra,subi as escadas que levavam ao nicho de lorde Malevolon.


Carolina e Alezandra me seguiam.


Eu ainda deixava marcas de sangue pelo chão.


Cheguei a uma porta de madeira escura e alta.


Quando fui colocar a chave para abrir,ouvi uma voz;


-Por favor meu senhor,eu voz imploro,não entrai ai!!


Era Carolina,que chorava...


-Não implorai por mim,mas sim,por ti!


Respondi,enfiando a chave e a rodando,para abrir a pesada porta.


Escuridão,mofo.


Usei o pouco poder que me restava para acender as tochas que ali haviam.


O nicho de lorde Malevolon!!


Uma bancada com cordas podres,mordaças,correntes,teias de aranha,mofo.


Um trono de ferro com rebites jazia sobre uma base de degraus!


Eu subi,me joguei sobre ele.


Aranhas grandes e peludas caminharam sobre mim.


Começava ali a minha nova vida!


Eu  agora novamente era Dom kabalta!


Restava esperar,pelas escravas,que o conselho iria me mandar!!
















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