domingo, 31 de maio de 2009

A sacerdotisa do Imperio.











Rodei a catraca de madeira mais uma vez em sentido horário,fazendo com que a grossa corda de nylon obriga-se a escrava a inclinar ainda mais a cabeça para traz.





A ponra desta corda estava presa a uma tira de couro,que circundava sua testa.





Ela estava amarrada,de bruços,com pés e mãos juntas ás costas.





Usava nela uma mordaça de anel,que me permitia introduzir qualquer coisa que quisesse em sua boca.





Orifícios existentes na bancada sobre a qual ela estava,permitiam que seus seios ficassem livres,voltados para o chão.





Em seus mamilos,eu havia colocado prendedores de aço com correntes e pesos nas pontas.





Dei mais uma volta na catraca,ate que a escrava soltou um gemido.





Eu iria deixa-la ali por mais uma hora.Ja faziam quase cinco horas que ela estava naquele castigo.





Deixei-a ali e me voltei para a bancada de "ferramentas".





Tinha cordas para enrolar,grilhões para dependurar na parede,mordaças espalhadas,enfim,uma verdadeira baderna!





Outras escreavas sempre me ajudavam a arrumar a bancada.





Alezandra é a que mais se preocupava em manter o nicho em ordem e organizado.





Estava ali,entretido com meus afazeres,quando ouvi o toque das trombetas.





Toque de trombetas,assim,sem sobre aviso,significava uma coisa,alguem do Imperio estava chegando na masmorra!





E a ultima vez que isso aconteceu,não foi nada agradável!Bem!Passado é passado...





Não dei importância a isso,e continuei a trabalhar.




Passado algum tempo,chega Dom Helias,com seu topéte "rock a billy".




-Saudações Kabalta,posso entrar?-disse ele-




-A casa é sua amigo!




-Vim lhe trazer a mordaça que peguei emprestada.




-Um ano depois?- sorri-




-Ando meio ocupado,sabe?Ouvio as trombetas?




-Sim...




-Sabe quem chegou aqui hoje?




-Não...-eu respondia enquanto continuava mexendo em minhas coisas-




-É uma sacerdotisa do Imperio...me parece que vai viver aqui conosco...




-Uma sacerdotisa do Imperio?Aqui,nas masmorra?




-Sim,bem,eu não sei muito bem o por que,mas,o cortejo dela é grande!Trouxe muita gente junto!




-Uhm!Estamos ficando importantes...- brinquei-




-Bem,volto para o meu nicho,alias,Kabalta,aprendi a fazer uns nós gregos,que quero ensinar a voce...




-Não meu amigo - interrompi - ainda estou tentando esquecer os nós chineses,obrigado...




Helias sorrio,deu meia volta e se foi.




O mestre superior sempre me criticava quanto a arrumação do meu nicho.




Sabe,acho que ele tinha razão!Parei de arrumar as coisas,e voltei a escrava sobre a bancada,para solta-la do castigo.




Sim!Uma hora havia se passado,e eu não havia conseguido colocar a casa em ordem!




Soltei a escrava,voltei ás cordas.




Mau começava a trabalhar,e ja havia percebido a chegada de uma nova visita.




O som de saltos no corredor,passos rápidos,firmes;Carolina!




Como de costume,ela irrompeu nicho a dentro,com sua voz estridente.




-Meu Dom!- disse ela,me beijando os lábios-Boa tarde!




-Vejo que esta feliz hoje.- disse eu -




-Claro que sim!Sabe que sempre fico feliz quando acontece algum grande evento aqui na masmorra...




-É?E o que é que vai acontecer?




-Meu Dom ainda não sabe?




-A sacerdotisa?




-Sim!Hoje a noite o conselho ira oferecer a ela um jantar de boas vindas,todos deverão estar la!




-Uhm...




-Meu Dom não esta ansioso por conhece-la?




-Não...




-Mas...como não??




-Não...!??




-Mas é uma sacerdotisa do Imperio!??




-Pelo que sei,ela ira viver aqui na masmorra de agora em diante.- respondi -




-Sim,mas,meu Dom não vai ao jantar?




-Não...




-Por que?




-Por que não quero Carolina!Agora,va procurar o que fazer, e me deixe trabalhar em paz,sim?




Carolina torceu o nariz,e saiu com seus passinhos rápidos.




Enrolei todas as cordas,coloquei-as nas prateleiras,dependurei os grilhões na parede,guardei mordaças,máscaras,algemas,cintos,peças de couro.




Passei um espanador sobre a bancada,enfim,um brinco!!




Tudo limpo e arrumado!Eu podia ate ver "Titi",a maior aranha caranguejeira que vivia no nicho,andando sobre a bancada!




Enquanto admirava o resultado do meu trabalho,nova visita se aproximava!




Passos lentos,passos de quem colocava um pé diante o outro para andar!Alezandra!




Ela chegou trazendo um ramalhete de flores.Alezandra adorava manter o nicho limpo e decorado!




Ela se aproximou de mim,fez uma reverência,beijou-me na boca,com aquele beijo que eu adorava,e me cumprimentou;




-Meu Dom,boa tarde.




-Por onde andava ,Alezandra?- perguntei -




-Fui atender a uma ordem do mestre superior,fui ao meu nicho,colocar as coisas em ordem,peguei flores para trazer para ca...




-Uhm...




-Posso perguntar,meu Dom?




-Bem,se a pergunta é;se eu vou ao jantar de recepção a sacerdotisa do Imperio,a resposta é não!




-Bem,eu ia perguntar, que roupa eu deveria preparar para o meu Dom...mas,todos devem ir,senhor...




-Mas eu não estou com vontade...ademais,é uma pessoa que ira viver conosco aqui na masmorra.




-Bem - começou Alezandra-o fato dela ter sido banida pelo Imperio,não significa que não se deva prestar o devido respeito por ela...




-Banida??- perguntei -




-Sim meu Dom,Kaliope foi banida pelo Imperio...




-Kaliope??




-Sim,Kaliope ,senhor,esse é o nome dela...




Não sei por que,mas,assim que ouvi aquele nome,um calafrío correu-me pela espinha...




-Sabe por que ela foi banida?




-Ela usou de seus poderes para seduzir conselheiros imperiáis.Alguem a denunciou,e o supremo imperador a baniu.




-Na verdade meu Dom,ela esta mais para feiticeira do que para sacerdotisa.




-Bem,se o meu Dom me permite,fui incubida de preparar os aposentos imperiáis para instala-la,ate que o nicho definitivo fique pronto.Posso sair ,senhor?




Fiquei fora de sintonia por alguns instantes,sentia algo diferente no ar agora...




-Meu Dom?Dom Kabalta?- insistiu Alezandra-




-Sim?




-Meu Dom esta bem?




-Sim...claro...




-Posso ir ,senhor?




-Sim,va Alezandra...va voce e Carolina ao jantar,e me representem...




Alezandra me beijou novamente,fez uma pequena reverência,e se foi,não antes de arrumar as flores que havia trazido.




Por volta das vinte horas,comecei a ouvir o som das valsas,que vinha do salão principal.




O jantar havia começado.




Procurei ocupar o meu tempo lendo velhos livros de bruxaria,da biblioteca de Lorde Malevolon.




Com o passar das horas,junto ao som da musica,comecei a ouvir tambem o som de trovões.Uma forte chuva se anunciava!




Alezandra e Carolina retornaram ao nicho antes da meia noite.Carolina discutia com Alezandra,algo sobre te-la feito tropeçar de propósito,ou coisa assim.




Uma estava sempre aprontando com a outra...




Eu ja as esperava na cama.Elas se deitaram,como sempre,me deixando entre elas,fizemos amor,e elas pegaram no sono.




O som dos trovões que vinha da rua aumentava,e um barulho abafado de chuva forte tambem.




Não consigui me conter.Me levantei,me vesti,e sai do nicho para o corredor.




Os aposentos imperiáis ficavam no lado norte da masmorra.




No caminho ate la,pude constatar algo que todos os Dons e Dommes julgavam ser uma lenda.




Pude ver o servo Eleazar,saindo do nicho de uma domme.




A escuridão do corredor não deixou que ele me visse.




Muitos diziam que Eleazar vagava pelos corredores da masmorra durante a noite,e que,apesar de sua idade avançada,ele ainda proporcionava prazer para muitas dommes.




Corria o boato tambem de que ele,outrora,fora um lorde imperial,banido e desmoralizado,devido a ciumes de um conselheiro imperial.




Bem,parte da historia eu constatava ser verdade,restava saber se o velho Eleazar realmente um dia fora um lorde imperial...




Ao me aproximar dos aposentos imperiáis,comecei a sentir um perfume diferente no ar.




Na porta,um guarda do conselho,munido de escudo e lança.




Me aproximei,esperando alguma atitude do mesmo,mas,ele continuou a olhar fixo para frente,imóvel feito uma estatua.




Entrei na saleta de recepção.O aroma do perfume aumentava.




Alezandra havia feito um trabalho e tanto ali!Flores,cortinados de contas negras,tapeçarias orientáis,estatuetas gregas.




A iluminação era fraca,pois,poucos archotes estavam ascesos.




Fui entrando,pasando de sala em sala,seguindo o aroma do perfume.




Enfim,cheguei ao quarto imperial.Um salão grande,repleto de almofadas multicoloridas,grandes queimadores de incenso,mais tapeçarias,uma lareira enorme, no centro,uma grande cama,sobre a cama,Kaliope.




Ela estava deitada de lado ,recostada em grandes almofadas.




Era uma mulher linda,cabelos claros que passavam dos ombros,rosto alongado,delicado,olhos castanhos penetrantes,péle alva macia.




Um corpo perfeito,verdadeira obra de arte!




Tinha piercings de argolas nas bordas das orelhas,aneis em forma de dragões,de chamas,de serpentes,pequenas alianças nos dedos dos pés,e,uma pedra verde com pequenas manchas negras,em um pingente dependurado no pescoço.




O silêncio do quarto era quebrado apenas pelo tilitar das chamas da lareira.




O fragrância do perfume se misturava agora ao aroma dos incensos.




Enquanto eu me aproximava,ela me saudou;




-Seja bem vindo,Dom Kabalta.




-Desculpe,mas,não lembro ter me apresentado.




-Voce só pode ser Dom kabalta.




-Como pode saber?- perguntei,parando ao lado da cama-




-Voce foi o único que eu não vi no jantar de recepção...e é o único por aqui que tem tres demônios como guarda costas...




Ironicamente olhei para os lados e para cima.




-E não são pequenos- continuou Kaliope -




Eu sorri.




-Voce não pode vê-los como eu posso,mas,pode senti-los,eu sei.- completou ela -




Eu me ajoelhei ao lado da cama,colocando a mão sobre o pé de Kaliope.




-Achei por bem prestar minhas boas vindas a voce...em um momento mais tranquilo...




- E de uma forma mais interessante,eu imagino.- disse ela -




Eu quase podia ver o reflexo das chamas da lareira nos olhos de Kaliope.Seu olhar manteve-se fixo no meu.




-Depende- comecei a falar,beijando os pés dela - do que voce chama de "interessante".




Comecei a beijar seus pés,lentamente,o peito dos pés,cada dedo,de uma forma delicada.




Kaliope se ajeitou nas almofadas,bateu palmas duas vezes.




Não sei de onde ,surgio um servo,portando uma grande flauta de bambu.




Ele se sentou em uma grande almofada,ao lado da lareira,e começou a tocar uma musica,de ritmo lento.




-Vamos ter plateia?- perguntei -




-Calma,ele é cego.




-É surdo tambem?




Kaliope sorrio.




Continuei a beijar seus pés,subindo lentamente em direção as pernas.Ela colocou os braços ao redor da cabeça e fechou os olhos.




La fora,uma forte chuva caia,repleta de relâmpagos e trovões.




Foi com um desses trovões ,que Alezandra acordou,sentando-se na cama de sobresalto.




Como não havia me visto deitado,começou a chamar Carolina.




-Cadela...acorda cadela...acorda!- dizia ela enquanto sacudia Carolina,que respondia com pequenos gemidos -




-Acorda,cadela inútil!- berrou Alezandra,derrubando Carolina da cama-




O barulho dos ossos de Carolina batendo no assoalho,vieram acompanhados de um grito de susto.




Imediatamente,Carolina posse sentada no chão,de pernas abertas.




-Ta louca??Quer me matar??Por que me jogou da cama,sua homicida!!- berrou Carolina-




-Onde esta o nosso dono?- perguntou Alezandra -




Carolina olhou para os lados,com a mesma expressão de raiva,e berrou de novo;




-E eu sei la onde esta Dom Kabalta!Deve estar no banheiro!




-Não cadela,Dom Kabalta não esta no banheiro!- disse Alezandra pulando no chão-




-Levante-se e vista-se!- disse ela a Carolina-




-Mas,onde esta Dom Kabalta?- perguntou Carolina,meio tonta de sono ainda-




-Kaliope!- respondeu Alezandra,ja fechando o zipper do macacão de latex-




-O que?-começou Carolina-Meu Dom esta com a maldita feiticeira?




-Com toda a certeza do mundo!




-Eu vou matar aquela bruxa desgraçada!!




-Voce não vai fzer nada cadela,vista-se logo,vamos!




-Eu odeio ela!




-Cala a boca e se veste!- ordenou Alezandra -




Um calor aconchegante tomou conta do quarto,misturado ao cheiro dos incensos e ao som da flauta.




Eu havia amarrado as mãos de Kaliope nas grades da cabeceira da cama,e sugava sua vagina.




No lugar de uma mordaça,eu apenas enfiei um grande lenço colorido em sua boca.




Sua respiração éra intensa,seu peito subia e descia devagar,ela soltava pequenos gemidos atraves do lenço metido na boca.




O perfume e o sabor da sua secreção vaginal eram inigualaveis!




Eu chupava sua vagina,mordia,chupava,beijava,ao mesmo tempo em que apertava suas nádegas com vigor!




Eu enfiava o meu rosto entre suas coxas,tentando entrar naquele universo novo!




Alezandra e Carolina ja haviam entrado nos aposentos imperiais,e se aproximavam do quarto principal.




Eu havia penetrado Kaliope.Eu me coloquei de joelhos sobre a cama,penetrando-a.




Ela involveu minha cintura com suas pernas,enquanto de movia lentamente.




Eu a segurei em suas costas,sustentando seu corpo no ar,enquanto chupava seus seios.




Ela ficou com o corpo meio curvado para traz,devido a amarra das mãos na cabeceira da cama.




Ela gemia,tentava falar algo,mas não conseguia.




Seus cabelos ficaram colados ao rosto,pelo suór que escorria!




Alezandra afastou o cortinado de contas negras lentamente para não fazer barulho.




De onde estava ela podia ver toda a cena.




Carolina espiou junto com ela,mas,ao contrario de Alezandra,não se conteve.




-Eu vou matar essa pi...!!!




A fraze fora cortada pela mão de Alezandra,que tapou a boca de Carolina com força.




-Cala a boca,cadela!!- sussurou Alezandra,apertando maldosamente a boca e as narinas de Carolina,que lutava para respirar.




Eu agora segurava o corpo de Kaliope com uma das mãos apenas.




Com a outra mão,eu desferia tapas em suas coxas,enquanto a penetrava e socava com força,chupando e mordendo seus seios.




Estavamos unidos em um único movimento,uma única energia,um único prazer!




Kaliope gemia,saliva escorria pelos cantos de sua boca.Ela abrio os olhos,e pode ver os tres grandes demônios,que realisavam uma dança bizarra ao redor da cama,totalmente fora do ritmo do som da flauta.




Eu soquei sua vagina mais rapido,com mais força,chupava e mordia seus seios,apertando sua nádega,batendo!




Alezandra arrastou Carolina para fora dos aposentos,destampando sua boca apenas no corredor.




-Eu vou voltar la e vou arrancar os olhos daquela vagabunda!!




-Voce não vai fazer nada cadela!




-Ela é uma bruxa maldita!!Seduziu o meu Dom!!




-Cala a boca!!Se voce pelo menos encostar a mão em uma sacerdotisa,o mínimo que vai te acontecer,é ficar dependurada de ponta cabeça durante uma semana sobre os tronos do conselho!!




-É o nosso dono que esta la!!




-Disse tudo!É o nosso dono que esta la!!E ele tem o direito de fazer o que quiser!!




-Agora vamos,ele tem que nos encontrar na cama quando voltar!




-Eu vou voltar la!- disse Carolina,impedida por Alezandra,que a puxou pelos cabelos-




-Vamos embora!!!




Tirei o lenço da boca de Kaliope,ela me olhou nos olhos,eu a beijei,beijei com ardor,beijei com paixão,enquanto socava sua vagina com força e rapido!!




Entramos em êxtase,grudados,colados,quase nos tornando um só!




Os demônios dançavam frenéticamente ao redor da cama!Calor,labaredas da lareira,incenso,flauta,gemidos,perfume,dança,gemidos,calor,labaredas,flauta,dança!!!




Kaliope gritou,gritou a plenos pulmões!




Seu grito ecoou pelos corredores da masmorra!




Eu soltei suas mãos,e as beijei.




Ela fitava meus olhos,tentando me falar algo.




Afaguei seus cabelos,contemplando seu olhar;




-Seja bem vinda...




-Obrigada.- respondeu ela,fechando os olhos e virando a cabeça -




Voltei para o nicho,entrei no quarto.




Alezandra e Carolina estavam deitadas,cada qual virada para um lado da cama.




Eu me despi,e me deitei entre elas.




Quase que imediatamente,as duas se viraram,e me abraçaram.




Eu passei os braços sob seus pescoços e as abracei.




Carolina chorava baixinho,ja Alezandra,deixava lágrimas silênciosas escorrer pelo rosto.




Eu sentia o amor delas por mim,e eu as amava tambem.




Nada mais justo!Fiz amor com elas ate quase o dia amanhecer...
Esse conto é uma homenagem a uma grande amiga.







Um comentário:

kalíope disse...

Amore, ainda não te agradeci por aqui. Preciso dizer que amei de paixão esse conto? No meu blog, vou escrever a continuação dele "procê"..rsss. Mil beijocas